Obrigada

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terça-feira, 16 de abril de 2013

Sucupira no tratamento do Próstata


O poder medicinal das sementes da árvore Sucupira na prevenção e tratamento do câncer de Próstata.


Outros benefícios:

O chá de sucupira é usado para combater a úlcera, gastrite, ácido úrico, aftas, amidalite,artrite, artrose, asma, blenorragia, dermatoses, dor espasmódica, diabete, ronquidão, sífilis, hemorragias, vermes intestinais, além disso, é anticancerígeno e combate as inflamações no útero e no ovário. E mais, é excelente para articulação.
No caso da Sucupira o que a população já sabia, a ciência confirmou.
Ao longo de 11 anos cientistas estudam o poder medicinal da Sucupira nos laboratórios do Centro Pluri disciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e agrícolas da Universidade de Campinas, o CPQBA.
Entrevista com Mary Ann Foglio- pesquisadora da Unicamp:
“Atualmente já conseguimos comprovar que as sementes da sucupira têm substâncias envolvidas com o processo da inibição da dor e da inflamação e de câncer com uma seletividade para o câncer de próstata”.
Aproveitamos os modelos que temos no CPQBA que são modelos in vitro de linhagens de células tumorais humanas e avaliamos essas células tumorais. Observamos que essas substâncias e os extratos da sucupira eram capazes de inibir o crescimento dessas células que foram tiradas de células de tumores humanos.
Os cientistas já reconhecem: encontraram uma riqueza que brota no solo do cerrado- um bioma rico em plantas medicinais, mas muito ameaçado.
"Quanto mais árida, mais adversas as situações que alguém é sujeito mais você tem que agir para sobreviver. É isso que acontece com as plantas do cerrado. Elas estão em um lugar árido, sem muitos nutrientes e a planta precisa sobreviver. O que ela faz? Ela produz essas substâncias como uma resposta para a sobrevida dela. Igual aos humanos: quanto mais adversidades colocar mais se vai lutar para sobreviver.

 SUCUPIRA é uma planta nativa encontrada nos estados de Minas Gerais, Mato Grosso, Tocantins, São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul.
O chá da semente é usado no combate das seguintes doenças: úlceras, gastrites, ácido úrico, aftas, amidalite, artrite, asma, blenorragia, dermatoses, dor espasmódica, diabete, rouquidão, sífilis, hemorragias, vermes intestinais, Além disso, é anti-cancerígeno e combate inflamações localizadas no útero e ovários.

Como fazer o chá:Lave bem e esmague 04 sementes. Em seguida ferva durante 10 minutos em 01 litro de água. Após esfriar, conser-var na geladeira e beber como água.
Você também pode fazer uma tintura com a sucupira, colocando 04 sementes esma-
gadas em 01 garrafa de vinho. Quem não toma bebida alço-
olica pode colocar as semen-
tes no Biotônico. A vantagem é que não fica amargo. Tomar
um cálice antes das refeições.
Existem nas lojas do ramo o Extrato Fluido de Sucupira.
Fonte: Extraído da internet.


Dores Nas Pernas e Nos Braços se beneficie com pimentão.


Pimentão verde

Pimentão verdes

Propriedades

Os pimentões verdes são boas fontes das vitaminas A e C, além de possuírem pequenas quantidades de cálcio, ferro, fósforo e sódio. Comparativamente, os pimentões vermelhos fornecem mais antioxidantes e mais vitamina A do que os verdes.

Recomendação

A vitamina C melhora a resistência dos vasos sangüíneos, ossos e dentes. Já a vitamina A conserva a saúde dos olhos, pele e mucosas, evitando possíveis infecções. Os sais minerais auxiliam o equilíbrio do organismo e o vigor do sistema nervoso.

Restrições

Pessoas que possuem problemas digestivos devem evitar o consumo de pimentão, pois ele possui substâncias aromáticas que podem dificultar a digestão.
pimentão cozido é digerido mais facilmente pelo organismo do que o cru.

Compra

Os pimentões devem estar limpos, firmes e com a casca brilhante, o que indica que estão frescos. Evite comprar frutos muito pequenos, de coloração verde-pálida, pois eles murcham muito rapidamente. Dê preferência aos frutos cujos talos foram cortados rentes. Os melhores preços ocorrem durante os meses de setembro a janeiro.
Pimentão

Transporte

O transporte dos pimentões deve ser feito com cuidado. Evite colocar alimentos pesados sobre os frutos, de forma a não amassa-los.

Higienização

Lave numa bacia com 2 litros de água e 3 gotas de detergente.
Deixe mergulhada durante 3 minutos.
Enxágüe bastante.
Coloque os numa mistura de um litro de água e uma colher de água sanitária.
Espere 5 minutos.
Enxágüe para consumo imediato ou seque bem antes de armazená-los na geladeira. Assim, o consumidor reduz as chances de contaminação por bactérias.

Armazenamento

Os pimentões verdes devem ser consumidos pouco tempo após a compra. O amadurecimento dos frutos em condições naturais, desidrata os pimentões, fazendo-os murchar mais rapidamente.

Dicas de consumo

O pimentões podem ser consumidos verdes ou maduros, crus em saladas, assados ou cozidos na elaboração de diversos tipos de pratos. Cozinha-los no vapor, fritar ou outros métodos de preparo rápido não reduzem de forma significativa seu valor nutricional.

Pimentão amarelo

Pimentão amarelo

Propriedades

Rico em vitamina A e C, fonte de cálcio, sódio, fósforo. Alimento de baixo valor calórico.

Recomendação

pimentão auxilia a digestão e ajuda a fortalecer unhas e cabelos.

Restrição

pimentão possui ácido sulfuroso. Pessoas com transtornos digestivos, principalmente dispepsia, devem evitar o consumo.

Compra

No momento da compra, escolha frutos limpos, firmes e com casca brilhante, o que indica que estão frescos.
A coloração amarela do pimentão sinaliza sua maturação.
A maior oferta, e portanto, os melhores preços do fruto, ocorrem durante os meses de setembro a janeiro.

Transporte

Transporte os frutos com cuidado e evite colocar alimentos pesados sobre os pimentões.

Higienização

Lave numa bacia com 2 litros de água e 3 gotas de detergente.
Deixe mergulhada durante 3 minutos.
Enxágüe bastante.
Coloque os numa mistura de um litro de água e uma colher de água sanitária.
Espere 5 minutos.
Enxágüe para consumo imediato ou seque bem antes de armazená-los na geladeira. Assim, o consumidor reduz as chances de contaminação por bactérias.

Armazenamento

Os pimentões amarelos devem ser embalados em sacos plásticos perfurados e mantidos na parte inferior da geladeira. Nessas condições, os frutos possuem durabilidade de aproximadamente uma semana.
Fonte: www.prepgc20.cnptia.embrapa.br

Dores Nas Pernas e Nos Braços

Pegue 2 pimentões, retire o miolo, onde estão as sementes.
Fatie este miolo em pedaços bem pequenos.
Leve ao fogo estes pedaços com ½ litro de água.
Quando levantar fervura, abaixe o fogo e deixe ferver por 10 minutos.

Desligue, abafe até amornar.
Coe e massageie com este líquido os braços e as pernas doloridas, assim ativa a circulação de retorno e melhora as dores.

Faça quando necessário.

Colaboração da amiga Leninha Barros.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

HIPÉRICO para depressão e estudos

Hipérico  PÉRICO Hypericum perforatum Descrição : Planta da família das Gutíferas,também conhecido como hipericão, milfurada, ibitipoca e hipérico verdadeiro. Arbusto perene e robuso de folhas pequenas, opostas, ovais e alongadas perfuradas por uma multidão de orifícios. Suas flores são amarelo-douradas (5 pétalas, 3 estilos e vários estames). O caule é remificado com folhas opostas aos pares, verde pálido. Existem muitas lendas relacionadas ao hipérico e uma delas diz que se os ramos floridos forem pendurados na janela em 24 de junho, dia do aniversário se São João, eles afastarão os fantasmas e espíritos e trovões. Conta-se também que no dia 29 de agosto, data da decaptação do santo, as folhgas apresentam manchas vermelhas. Partes Utilizadas - Folhas e flores e óleo. Habitat: Europa e Asia História: O hipérico foi usado como um remédio herbário por suas propriedades antiinflamalórias e curativas desde a Idade Média. Muitos dos herbalistas antigos notáveis, Incluindo Hipocrates e Plinio, descreveram as propriedades medicinais do hipérico. Em 1633. o compêndio herbário 'Gerard's Herbal' descreveu o Uso da planta como um bálsamo para queimaduras e seu óleo também era popular durante esta época: O óleo das flores frescas, que possui uma cor avermelhada após ser exposto à luz solar: um novo interesse no hipérico ocorreu na década passada, e hoje esta erva é um componente em várias preparações fitoterápicas para o tratamento da ansiedade e da depressão. Desde 1995, o hipérico tornou-se o antidepresslvo o mais prescrevldo na Alemanha. Uso pediátrico: As mesmas indicações possíveis e enurese noturna Uso na gestação e na lactação: Um estudo em ratos demonstrou que o tratamento crônico com o hipérico durante a gravidez ou amamentação foi responsável por mudanças histológicas no fígado e nos rins. Estas mudanças foram evidentes com o uso de doses normalmente usadas no tratamento da depressão. O efeito parece ser dependente da dose. Um estudo (observafional) observacional de mulheres lactantes que tomam o hipérico também demonstrou um aumento na incidência dos efeitos colaterais nas crianças. Porém, este estudo não detectou uma diminuição na produção do leite devido ao Uso da erva, como foi sugerido em relatórios precedentes; Efeitos emenagogos e abortivos devido à ação uterina estimulante da erva foram documentados. O hipérico deve ser evitado durante a gravidez e amamentação até que mais estudos longitudinais demonstrem uma falta de toxicidade nos fetos e crianças recém-nascidas. Propriedades : Antitussígeno, antireumático, vulnerário, analgésico, balsâmico, antiespasmódico, digestivo, colagogo e colerético, tonificante do sistema nervoso: combate a depressão ou neurose. Indicações : É muito usado para curar feridas e queimaduras, a incontinência urinária das crianças e na eliminação de vermes. Externamente costuma ser usado em compressas para aliviar seios congestionados. Principios Ativos : Naftodiantronas: Flavonoides: kaempferol, quercetina, quercetrina, isoquercetrina. amentoflavona, luteolina, miricetina, hiperina. hiperosídeo, rutlna, miquelianina e astilbina; Floroglucinóis: hipertorina e a adhiper-forina; Óleos essenciais; Derivados da antraquinona: hipericina. pseudohipericina, emodina-antranol,c iclo·pseudohipericina, isohipericina e protohipericina; Pigmento avermelhado:diantrona hipencina (vermelho hypericum); Carotenóides; Clorofila: Proantocia-nidinas: catequina e epicatequina; Óleo essencial: monoterpenos e sesquiterpenos - 2-metil-octano, n-nonano, a e B-pineno, a terpineol, geraniol, mireceno, limoneno, cariofileno; Xantonas; Taninos; Fenóis: ácidos caféico, clorogénico, p-cumárico, e hiperiolina. Ácidos: nicotínico, mirístico, palmítico, esteárico; Pectina; Hidrocarbonetos; Alcoóis de cadeia longa; Aminoácidos: cisteina, ácido gamaaminobutírico (GABA), glutamina, leucina, lisina Toxicologia : não usar a planta fresca ou óleo puro junto com a exposição solar ou raios ultravioleta, pois pode ocorrer fotossensibilização da pele. Pode interferir nos efeitos de drogas contraceptivas. Gestantes e usuárias de contraceptivos (anticoncepcionais), devem evitar seu uso. Contra-indicações: O uso concomitante com inibidores de proteases do HIV, inibidores da trascriptase reversa não-nucleosideo do HIV, ciclosporina, tacrolimus, irinotecano, e mesiliato de imatiniba. Modo de usar: Uso Interno: - infusão de 2 colheres de chá de flores em 1 xícara (chá) de água quente. Coar depois de 10 minutos, dar à criança cerca de meia hora antes dela dormir: enurese (para criança); - infusão de 1 a 2 colheres de erva seca em 1 xícara de água fervente, 3 vezes ao dia: enurese (para adulto); - Tintura: 1 a 4 ml, três vezes ao dia. Uso Externo: - compressas: macerar 300 g de sumidades floridas em 500 g de óleo puro: úlceras, queimaduras ou fricções para gota e reumatismo. - Fabricação de xampus, cremes, loções, gel de banho e óleos infantis: até 5% de extrato glicólico. Posologia: O uso tradicional da erva hipérico indica o Uso de doses de 2 a 4 gldia ou 0,2 a 1 gl dia de hipericina. Porém, a maioria dos ensaios clínicos foi conduzida usando extratos com uma quantidade de 0,3% de hipericina, a forma estandardizada mais antiga. Com a descoberta da bioatividade das hipertorinas, um índice de 3% a 5% de hipertorinas esta sendo usado como o novo padrão. Há chás compostos com hipérico, mas a planta raramente é encontrada no Brasil. Interação medicamentosa: O hipérico tem um pertil excelente de tolerabilidade como uma monoterapia, mas foi relatado interagir com diversas drogas. Os mecanismos de muitas das interações do hipérico com outras drogas envolvem um aumento do metabolismo intestinal (citocromo P450 (CYP] 3A4) e o metabolismo hepático (CYP 1 A2, 2C9, e 3A4) e/ou um aumento na ativação da efluência da p-glicoproteína intestinal de uma forma clinicamente relevante. Os mecânismos para outras interações medicamentosas com o hipérico permanecem desconhecidos. Médicos devem estar cientes do grande potencial para interações, pois o efeito pode surgir como uma diminuição ou um aumento na eficácia de medicamentos co-administrados. Drogas com uma escala terapêutica estreita devem ser cuidadosamente monitoradas quando o hjpérico for adicionado ou interrompido, ou (com) por uma mudança na dosagem As drogas que são mais (?)prominentemente (?) afetadas e que, conseqüentemente, o Uso concomitante com o hipérico deve ser evitado, incluem - inibidores da protease do HIV (saquinavir), inibidores de transcriptase reversa não-nucleosídeo do HIV (nevirapina), cliclosporina, tacrolimus, irinotecan, e imatinib mesilato. A interação com a ciclosporina é bem documentada e diversos casos relataram rejeção de órgãos. Os contraceptivos orais podem ser afetados, pois relatórios descreveram sangramento irregular e caso de gravidez não desejadas. Os pacientes devem ser alertados sobre este risco quando esta erva for usada simultaneamente com contraceptivos hormonais e também quando recomendado o Uso adicional de métodos contraceptivos não hormonais. As drogas que sofrem uma redução da concentração plasmática provocada pelo hipérico, devido a um aumento do metabolismo hepático são: Alprazolam (CYP3A4), erlolinib (CYP3A4), indinavir (CYP3A4), irinotecan (CYP3A4), midazolam (CYP3A4), nevira-pina (CYP3A4), nifedipina (CYP3A4), omeprazol (CYP2C19 e CYP3A4), contraceptivos orais (CYP3A4), quazepam (CYP3A4), simvastatina (CYP3A4), tacrolimus (CYP3A4), teofilina (CYP1A2), verapamil (CYP3A4), varfarina (CYP2C9 ou inibição da absorção); As drogas que sofrem uma redução da concentração plasmática provocada pelo hipérico, devido a um aumento do metabolismo hepático e/ou a ativação da efluência da p-glicoproteina intestinal são: amitriptilina, ciclosporina, digoxina, fexofenadina, imatinib, metadona, nortriptilina, sirolimus; As drogas em que uma inibição suspeitamente aditiva da recaptação da serotonina quando usadas simultâneamente com o hipérico são: nefazodona e sertralina. O risco de desenvolver a síndrome de serotonina e outras reações adversas do SNC não pode ser descartado, assim, o cuidado extremo é necessário quando são combinados medicamentos psicotrópicos, particularmente drogas serotonérgicas, com o hipérico; A paroxetina pode causar um efeito sedativo-hipnótico maior quando coadministrada com o hipérico (mecanismo desconhecido); As drogas que causam uma emergência da anestesia mais demorada, quando usadas junto com o hipérico (mecanismo desconhecido) são: propofol e sevoflurano; Carbamazepina pode diminuir a concentração plasmática de componentes do extrato de hipérico (por exemplo, pseudohipericina); A cimetidina pode aumentar a concentração plasmática de componentes do hipérico (por exemplo, hipericina): As drogas que não parecem interagir com o hipérico, baseado na documentação disponível na literatura incluem: carbamazepina, dextrometoriano, e pravas·tatina; O uso de preparações de hipérico deve ser interrompido pelo menos 5 dias antes de cirurgias eletivas; Um número de fatores como dose, regime de dosagem, fannacocinética., toxicidade Individual da droga, assim como fatores específicos aos pacientes, como idade, gênero, e condições correntes, afetam a importância clínica das interações com o hipérico. Os médicos devem considerar estes fatores para avaliar o risco individual de cada paciente para o Uso do hipérico, embora dados sobre a segurança da erva, publicados coletivamente, indiquem que a erva é bem tolerada. Efeitos colaterais: Uma revisão sistemática concluiu que a evidência atual sugere que os extratos de hipérico são bem tolerados e seguro para o consumo humano quando tomado sob a prescrição de (um) profissionais de saúde que estejam cientes das potenciais circunstâncias e dos fatores de risco de cada indivíduo. O risco mais relevante associado com o Uso do hipérico parece ser sua interação com outras drogas. Muitas destas interações permanecem teóricas, embora algumas possam ser clinicamente severas e de grande importância. As reações adversas mais freqüentemente descritas nos ensaios clínicos foram queixas gastrointetinais (tal como a náusea), coceira, fadiga, distúrbios do sono, e dor de cabeça; Quando ingerido, a hipericina pode induzir uma fotossensibilidade caracterizada pela inflamação da pele e das membranas mucosas após exposição à luz, como observado em animais que mgeriram a planta durante a pastagem. Camundongos dados 0,2 a 0,5 mg da erva também desenvolveram reações fotodinâmicas severas. Fototoxicidade causada por Hypericum pertoratum foi observada quando testada em queratinócitos humanos. Uma revisão da química das quinonas fenantroperileno da hipericina revela a presença de pigmentos fotosen-sores. Após a administração oral, concentrações de hipericina no soro humano e no liquido de bolhas cutâneas foram detectadas. Porém, a maioria dos relatórios descrevendo fotossensibilidade, foi limitada àqueles que tomaram doses excessivas da erva, usada principalmente no tratamento do HIV. Pacientes com HIV foram administrados doses de Hypericum perforatum por via oral (por exemplo, 0,5 r.1g1kgldia), ou por via intravenosa (por exemplo, 0,5 mglkg duas vezez por semana), e administração por ambas as vias produziu a fototoxicidade significativa em 30 pacientes de HIV, e 16 pacientes abandonaram o tratamento por este motivo; Inúmeros estudos não relatam nenhum efeito adverso sério. Em um ensaio com 22 pacientes, 50% dos pacientes não relataram nenhum efeito colateral. Os efeitos relatados foram inquietação, insônia, mudança do movimento intestinal e evacuaçào, ou dor de cabeça. Em um estudo com 3250 pacientes que tomaram o hipérico por 1 mês, menos de 3% relatou secura da boca, aflição gastrointestinal, ou vertigem. Em uma outra revisão de ensaios clínicos, o hipérico foi associado com poucas reações adversas. que também foram mais suaves quando comparado com qualquer outro antidepressivo convencional. Os efeitos adversos do Hypericum perforatum foram raros e suaves. Um relato de caso descreve o desenvolvimento de neuropaba aguda após a exposição solar em um paciente usando o hipérico. Uma revisão sobre a fotodermatite que discute mecanismos, características clínicas, e opções de tratamento está disponível na literatura. Uma avaliação de 7 pacientes relata que é improvável que o hipérico cause a inibição da atividade das enzimas citocromo P450 206 e 3A4. Indução de manta também foi associada com o hipérico. Ações uterotônicas também foram relatadas, e um artigo discutindo o Uso da erva durante a gravidez foi publicado. Uma inibição potente da mobilidade dos espermatozóides foi observada in vitro. O óleo volátil do hlpérico é irritante. Farmacologia: Efeitos contra a depressão Pesquisa inicial desta erva focalizou no constituinte hipericina do hipérico. Originalmente, acreditava-se que a hipericina exercia um efeito tranqüilizante pelo aumento da circulação dos capilares sanguíneos. Estudos mais recentes em ratos encontraram que a hipericina é um forte inibidor da enzima monoamina oxidase (MAO). Porém em meados da década de 90, 2 estudos examinaram frações de Hypericum perioratum in vitro e (ex) in vivo mas não relataram nenhuma evidência de inibição relevante da MAO, concluindo que os efeitos anti depressivos da erva não podem ser explicados por este mecânismo sozinho. Muitos relatórios postularam determinados mecânismos e as caraterísticas comportamentais do Hypericum perioratum, concentrando-se em maior parte na hipericina como o ingrediente ativo. Os resultados principais encontrados incluem a inibição da captação de serotonina pelos receptores pós-sinápticos. que foi confirmada em vários relatórios: nos sinaptossomos do rato, o Hypericum perioratum caUsou uma inibição de 50% da captação da serotonina; as células de neuroblastoma tratadas com o extrato apresentaram uma redução na expressão dos receptores de serotonina; o extrato da erva inibiu a captação da serotonina e da norepinefrina nos astrócitos, as células que cercam os terminais sinápticos e que regulam a neurotransmissão por seus sistemas de captação; e o Hypericum perioratum também aumentou a função da dopamina no cérebro de seres humanos. O extrato do hipérico foi encontrado capaz de modular a atiVidade da interleucina-6 (IL-6), ligando o sistema imunológico com o humor. A IL-6 é envolvida na comunicação celular do sistema imunológico e na modulação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HPA). O hipérico tem a abilidade de reduzir os níveis de IL6, assim reduzindo elevações do eixo HPA e determinados hormônios, que quando aumentados, são associados com a depressão. A hipericina também foi demonstrada ligar-se aos receptores sigma. O Hypericum pertoratum não atua como um inibidor clássico da serotonina mas sua atividade assemelha-se às propriedades da reserpina. É improvável que seus efeitos antidepressivos estejam associados com os receptores de serotonina, benzodiazepina, ou GABA A ação da erva também difere dos inibidores seletivos da recaptação da serotonin (SSRls) por não me!horar a atividade dos linfócitos NK. as células assassinas naturais (NKCA). Outros efeitos da hipericina nos neurotransmissores incluem a inibição da dopamine-beta-hidroxilase e a inibição da dimerização da metencefalina e da tirosina; A hiperforina é o componente lipofílico principal da planta e é também um potente inibidor da captação da serotonina, norepinefrina e dopamina, aumentando a concentração desses neurotransmissores na sinapse. Alguns investigadores identificam-na como o princípio ativo principal da eficácia do hipérico como um antidepressivo. Atividade anti depressiva foi encontrada em modelos murínicos que foram administrados extratos contendo hiperiorina (menos de 39 %) mas desprovido dos hipericinas. Porém, o espetro de atividade central da hlperiorina é afetado por outros componentes, como provado pela alteração dos efeitos serotonérgicos usando diferentes extratos da planta. A hiperiorina foi confirmada ser um dos componentes neuroativos pnnclpais presentes nos extratos do Hypericum perforatum, modulação da condução iônica neuronal é somente um de muitos mecanismos de ação do composto. A hiperforina inibe a captação da serotonina pela elevação do sódio intracelular livre, uma ação não observada com os SSRls convenCionais. Em um ensaio clinico envolvendo 147 pacientes que apresentavam um quadro de depressão suave a moderada, os pacientes que foram admmistrados o extrato do Hypericum perforatum que continha uma concentração de hiperiorina maior exibiram a maior redução na Escala da Depressão de Hamilton (HAMD) comparado com aquele que receberam extratos com concentrações mais baixas ou placeoo. confirmando que os efeitos terapêuticos da erva dependem da quantidade de hiperforina; Resultados de estudos em animais - O hipérico continua a ser interessante para investigação por causa de seus efeitos antidepres-sivos; Resultados de estudos clinicas - Estudos de 1994 a 1996, incluindo um estudo usando a escala de HAMD, concluíram que o hipérico é clinicamente eficaz no tratamento da depressão, com aproximadamente 70% de resposta ao tratamento. Uma meta-análise que avaliou 23 ensaios randomizados, incluindo 1757 pacientes com depressão suave a moderada, foi conduzida para investigar a eficácia do hipérjco comparado com placebo e outros antidepressivos convencionais. O hipérico foi encontrado ser superior ao placebo. Efeitos colaterais ocorreram em aproximadamente 20% dos pacientes que receberam a erva e em 53% dos pacientes que receberam antidepressivo padrão. Outras revisões também descrevem resultados similares, doses baixas de antidepressivo padrão foram usadas; Mais recentemente, artigos de revisão e metaanálises que avaliaram o efeito antidepressivo do Hypericum perforatum foram publicados, sendo os estudos mais bem executados possuindo os seguintes formatos: (1 )pergunta e resposta em linguagem coloquial, contendo tabelas que sumarizam os ensaios clínicos realizados, (2) revisã.o dos estudos clínicos, geralmente usando H 300 mg de 0,3% hipericina, 3 vezes ao dia (600 mg em pacientes com depressão severa), (3) uma revisão da equivalência em eficácia do Hypericum perforatum comparado com vários medicamentos anti depressivos com uma baixa incidências de efeitos olaterais, (4) meta-análises do Uso de Hypericum perforatum em pacientes com depressão suave a moderada, encontrando uma taxa de resposta de 60°/~ a 70% (estimado de dados de diversos estudos com- binados), e seu Uso resultando em uma probabilidade de observar uma resposta antidepressiva 1 ,5 vezes maior do que com o placebo, e também mostrou equivalente a eficáia dos antidepressivos triciclicos (TCAs), (5) uma revi- são de ensaios clinicos confirmou (uma) maior eficácia quando comparado com o placebo, e uma eficácia igual aos TCAs, Inlbldores de MAO, e a SSRls, com um perfil de efeitos colaterais superior, (6) uma outra revisão de 20 ensaios clínicos contendo um total de 1787 pacientes, descreveu resultados similares, (7) e uma busca abrangente da literatura de 1980 a 1998, rendeu aproxima- damente 1300 registros que confirmam uma eficácia do hipérico superior ao placebo no tratamento de desordens depressivas suave a moderada. Evidência da eficácia dos extratos de hipérico comparado com o placebo no trata- mento em curto prazo de desordens depressivas de inten- sidade suave à moderada também foi encontrada; Os criticismos encontrados mencionam um3 falta de informação a respeito dos efeitos da erva em longo prazo, o seu Uso em outros estados depressivos, o uso de preparações diferentes, e um mecanismo de ação desconhecido. A falta destas informações agem como prova que dados mais definitivos são necessários. Os mecanismos de ação do hipérico são similares ao dos SSRls ou dos nibidores da MAO, mas sua eficácia clínica é provavelmente causada por uma combinação de diversos mecânismos; A literatura que descreve os efeitos antidepressivos do hipérico tam- bém inclui os seguintes estudos: (1) confirmação contínua dos beneficios do hipérico contra a depressão, (2) taxa de resposta ao tratamento foi observada ser dependente da dose usando 3 extratos estandardizados diferentes, (3) ensaios focalizando em tipos diferentes de população in- cluindo adolescentes com problemas psiquiátricos, paci- entes idosos com demência como aquela causada pela doença de Alzheimer e pacientes com depressão suave a moderada, (4) o Hypericum perforatum comparado com medicamentos antidepressivos convencionais foi encon- trado causar efeitos similares aos TCAs e a fluoxetina, (5) 5OO mg de um extrato de hipérico comparado com 20 mg de fluoxetina 20 foi igualmente eficaz em aproximadamente 150 pacientes idosos com depressão ((porém) ambos os grupos sofreram reações adversas), (6) determinadas dosagens de hipérico significativamente aumentaram a latência ao sono de movimento dos olhos rápidos sem afe- tar outros padrões de sono, o que é consistente com outros mecanismos com ação antidepres-siva, (7) e pacientes com desordem afetiva sazonal (SAD), um tipo de depressão em que os sintomas ocorrem durante o outonolinvemo e resolvem na primavera/verão, também foram beneficia- dos com o Uso do hipérico em combinação com a terapia de luz. Conclusões sobre a eficácia do hipérico no trata- mento da depressão são difíceis de alcançar devido a limi- tações nos ensaios clínicos. Na maioria dos estudos, as doses de antidepressivos foram baixas, o diagnóstico da depressão não foi documentado uniformemente, e os en- saios tiveram uma duração curta (4 a 6 semanas na mé- dia). Mais além, as investigações que estandardizaram a hipericina do hipérico foram extremamente variáveis entre estudos e existe evidência que a hiperforina pode ser o ingrediente ativo, que não foi quantificado nos estudos; Os estudos sobre a farmacocinética da hipericina e da pseudohipericina executaram em seres humanos encon- traram que, enquanto estes compostos possuem estruturas similares, sua farmacocinética é substancialmente diferente. A farmacocinética de dose única e do estado de equilíbrio também foi avaliada. Uma dose diária de Hypericum pertoratum é de 200 a 900 mg de um extrato alcoólico, ou 300 mg 3 vezes ao dia de um extrato estandardizado com 0,3% de hipericina; Uma meta-análise, que encontrou a erva ser eficaz no tratamento da depressão, também descreve uma tendência para a diminuição no tamanho do efeito da erva enquanto o número de estudos sobre a mesma aumentou ao longo dos anos. Os problemas dos estudos precedentes indicam uma variabilidade nas características dos ensaios clínicos e efeitos de pequenos estudos. Outros problemas incluem a variabilidade do ingrediente ativo; Mais investigações sobre a eficácia do hipérico contra (os) antidepressivo padrão, em grupos de pacientes bem definidos, durante períodos de observação prolongados, investigando os efeitos em longo prazo, e comparações entre extratos e doses diferentes são necessários. Os dados atuais são insuficientes para recomendar o Uso do hipérico para formas de depressão mais severas; HIV - Embora a hipericina tenha (sido) mostrado possuir uma atividade anti-retroviral in vitro, esta H ativ. idade não foi confirmada,em ensaios clí~icos e é limitada pela predominância de Interações medIcamentosas com terapias (padrão) do HIV; Resultados de estudos em animais - Pesquisa da literatura não revelou nenhum dado animal sobre o Uso do hipérico contra o HIV; Resultados de estudos clínicos - Um estudo encontrou que 16 de 18 pacientes mostraram uma melhora na contagem das células CD4 durante um período de 40 meses. A fração de CD4/CD8 também melhorou na maioria dos pacientes. A hipericina e a pseudohi-pericina inibem uma variedade de virus encapsulados, incluindo o HIV; No tinal de 1996, um estudo que investigou a hipericina como uma droga nova para o HIV indicou que a carga viral em 12 pacientes va· riou entre nenhuma mudança à uma redução de 97%. Porém, esta pesquisa foi interrompida depois que estudos encontraram que a erva é citotóxica e não sinergística com as drogas anti-HIV licenciadas. Em 1999, um estudo de fase 1 avaliou os efeitos da hipericina em 30 pacientes e concluiu que a hipericina não possui nenhuma atividade anti-retroviral, e uma fototoxicidade foi observada; Outros Usos: Antivira,l A hipericina e a pseudohipericina exercem efeitos contra um grande espectro de vírus, incluindo o virus da gripe (influenza), herpes simples tipos 1 e 2, Sindbis, poliovírus, infecção retroviral in vitro e in vivo, citomegalovirus murínico, e o vírus da hepatite C. A hipericina e a pseudohipericina foram encontradas exercer uma ação antiviral única e de rara eficácia, possivelmente devido à associação não específica com as membranas celulares e virais. Foi relatado que a atividade antiviral envolve um processo do fotoativação. A exposição da hipericina à luz fluorescente produz uma aumento marcante da sua atividade antiviral. Esta atividade antiviral in vitro da hipericina contra determinados vírus não foi estendida a grupos de pacientes estudados em ensaios clínicos; Antibacteriano - Os extratos da planta foram ativos in vitro contra as bactérias gram-negativas e grampositivas. Estudos documentaram efeitos antimicrobiais contra o Strongylus equinus, Klebsiella pneumoniae, Escherichia Colí, B. Licheniformis, e Shigella flexneri. Atividade antibacteriana da hipertorina contra Staphylococcus aureo e outras bactérias gram-positivas também foi relatado. Em um outro estudo, o extrato do Hypericum pertoratum mostrou uma atividade bacteriostática em uma diluição de 1 :200,000 e uma ação bactericida em 1 :20,000. O hipérico também foi usado como uma tintura de 20% para tratar a otite. O componente tanino da planta provavelmente exerce uma ação adstnngente que contribui no Uso tradicional como um agente de cicatrização. Usos variados - Outros Usos do hipérico incluem: cicatri· zação de feridas, incluindo o tratamento de queimaduras, a administração oral e tópica para o tratamento do vitiligo e das outras doenças de pele. propriedades antiínflamatórias e anti-ulcerogênicas produzidas pelo composto amentoflavona (um derivado da biapigenina), tratamento das hemorróidas, alcoolismo, diurese noturna, glioblastoma. e sintomas menopáusicos de origem psicológica. O hipérico também é capaz de aumentar e suprimir a imunida~ de. A hipericina foi mostrada inibir a atividade de canais de cálcio do tipo T O Hypericum pertoratum melhora o fluxo coronário e também pode ser útil no tratamento de determinadas dores de cabeça A atividade citocidal da hipertorina e seu efeito de inibição do crescimento de tumores, sugerem que mas investigações sobre o Uso da erva contra o cãncer sejam executadas acientes com fibromialgia. que causa dor e fadiga osteomuscularcrónica, também pode ser beneficiados dos extratos de hlpérico mantendo os niveis de serotonina e diminuindo as sensações da dor. Outras neuralgias tam· bém podem melhorar com Uso do hipérico.

O resveratrol possui atividade anticâncer contra tumores de diferentes linhagens celulares

O resveratrol (3,4,5 trihidroxiestilbeno)é um fitoquimico polifenólico encontrado na natureza principalmente na casca de uvas escuras, vinhos tintos, amendoim e outras frutas de casca escura como amoras, mirtilo, jaboticaba, etc. O resveratrol é sintetizado como um mecanismo de defesa da planta para se proteger frente a agressões mecânicas, radiação ultravioleta do sol ou ataques de insetos ou micróbios. Pesquisas realizadas com uvas e seus derivados como vinho, demonstram vários benefícios à saúde dos consumidores. Isto começou a partir da observação do chamado “paradoxo francês” que se explica pelo fato de os franceses, apesar de consumirem dietas notadamente ricas em lipídios, apresentarem incidência baixa de doenças cardiovasculares em relação a muitos de seus vizinhos europeus.

Uma pesquisa rápida no Google acadêmico com os termos em inglês: “resveratrol e saúde humana” retornará nada mais, nada menos que 29.800 resultados. Isto demonstra o grau de interesse que esta molécula tem despertado na comunidade científica. O que confere a este composto uma natureza peculiar é a grande abrangência de ações biológicas que ele exerce. Vamos tentar enumerar aqui resumidamente as principais:

1. Ações cardiovasculares: O resveratrol apresenta potência antioxidante mais efetiva que as da vitamina C e vitamina E(conhecidos antioxidantes). Como antioxidante protege as células contra o dano oxidativo causado pelos radicais livres. Dentre os mecanismos pelos quais o resveratrol protege o sistema cardiovascular temos: inibição da oxidação do colesterol LDL(“colesterol ruim”), inibição da agregação plaquetária, diminuição da formação de mediadores inflamatórios(eicosanóides) e ação protetora do endotélio dos vasos, ajudando a manter a elasticidade e saúde das artérias. Por todas estas ações o resveratrol pode ajudar a reduzir o risco de doença coronariana, hipertensão arterial, aneurismas, fenômenos tromboembólicos, etc. 2. Atividade Anticancerígena:

O resveratrol possui atividade anticâncer contra tumores de diferentes linhagens celulares. Diferente das células normais, as células cancerosas proliferam rapidamente e são incapazes de responder aos sinais celulares que induzem ao processo de apoptose(morte celular programada). As pesquisas em laboratório tem observado que o resveratrol é capaz de inibir a proliferação e induzir a apoptose em células cancerosas de diferentes linhagens celulares. Além deste efeito, o resveratrol também inibe outro estágio da carcinogênese chamado “angiogênese”. O que é isto? Ora, para o tumor crescer ele precisa formar rapidamente novos vasos sanguineos que garantirão suprimentos e oxigênio. A isto chamamos angiogênese.

O resveratrol também apresenta afinidade pelo receptor estrogênico. Ocupando o receptor do estrogênio, ele funciona como antagonista para o 17B estradiol, levando a uma inibição do crescimento de células cancerosas da mama. Estudos clínicos estão no momento sendo conduzidos para verificar se o resveratrol pode ser benéfico também no tratamento do câncer.

3. Longevidade:

Um dos mais divulgados benefícios do resveratrol é sua capacidade de prolongar a vida de várias espécies biológicas, incluindo leveduras, moscas e mamíferos- em estudos de laboratório. Sabe-se que a restrição calórica extende o tempo de vida em várias espécies biológicas, inclusive os mamíferos. Inclusive, em postagem anterior “Restringir calorias para viver mais” já comentei sobre este assunto. Recentemente os cientistas identificaram os genes que eles acreditam estar associados com a longevidade. Eles estão relacionados à produção de uma classe de proteínas chamadas Sirtuinas. De acordo com os achados de laboratório, o resveratrol pode ativar estes mesmos genes ativados pela restrição calórica promovendo a produção destas sirtuínas. Uma vez em ação, estas sirtuinas dão início a processos que ajudam a prolongar a vida, como diminuição do metabolismo, processos oxidativos e catabólicos. Estudos de laboratório com leveduras, comprovaram a ativação destas sirtuinas com prolongamento do tempo biológico de vida da ordem de 60 a 80%. Resultados semelhantes também foram obtidos em estudos com ratos. Não se sabe ainda se o resveratrol pode extender a longevidade de humanos.

4. Outros Efeitos potencialmente benéficos do Resveratrol:

Embora os efeitos mais alardeados do resveratrol estejam relacionados à sua ação antienvelhecimento, estudos recentes estão ampliando este foco e mostrando que este potente antioxidante pode influenciar muitos aspectos da sua saúde, incluindo seu cérebro. Resveratrol é único entre os antioxidantes porque ele pode cruzar a barreira hematoencefálica e ajudar a proteger o cérebro. Estudo recente publicado por pesquisadores do “Brain, Performance and Nutrition Research Centre at Northumbria University” é o primeiro a demonstrar que o resveratrol tem significativo impacto no aumento do fluxo sanguíneo cerebral. Após ingestão de 250 a 500 mg de resveratrol, os participantes do estudo experimentaram um aumento dose dependente no fluxo sangüíneo cerebral , que sugere que o resveratrol pode ter um papel importante na prevenção de doenças neurodegenerativas do cérebro.

Outra ação que também tem sido recentemente examinada em laboratório diz respeito ao potencial desta molécula em relação à obesidade e Diabetes. Está bem estabelecido que o resveratrol exerce efeitos benéficos em roedores alimentados com dietas hipercalóricas. Em alguns estudos, o resveratrol apresentou efeito significativo na redução do peso corporal e adiposidade de animais obesos. Esta ação envolve mudanças favoráveis na expressão de gens e atividades de enzimas. A evidência acumulada aponta para benefícios do resveratrol em diabetes mellitus e suas complicações. Sabe-se que o resveratrol afeta a secreção de insulina e a concentração de insulina plasmática. Ademais, numerosos dados indicam que em ratos diabéticos, resveratrol é capaz de reduzir a hiperglicemia. Este mecanismo de ação é complexo e foi demonstrado envolver efeitos insulino dependentes e independentes. Estes dados apontam para um possível potencial do usos do resveratrol na prevenção e tratamento tanto da obesidade quanto diabetes.

Fontes:

1. Szkudelski Tomasz; Szkudelska Katarzyna. Anti-diabetic effects of resveratrol. Annals of the New York . Academy of Sciences 2011;1215():34-9
2. Soleas GJ, Diamandis EP, Goldberg DM. Resveratrol: a molecule whose time has come? And gone? Clin Biochem. 1997;30(2):91-113.
3. Aggarwal BB, Bhardwaj A, Aggarwal RS, Seeram NP, Shishodia S, Takada Y. Role of resveratrol in prevention and therapy of cancer: preclinical and clinical studies. Anticancer Res. 2004;24(5A):2783-28.
4. Jang M, Cai L, Udeani GO, et al. Cancer chemopreventive activity of resveratrol, a natural product derived from grapes. Science. 1997;275(5297):218-220.
5. Bowers JL, Tyulmenkov VV, Jernigan SC, Klinge CM. Resveratrol acts as a mixed agonist/antagonist for estrogen receptors alpha and beta. Endocrinology. 2000;141(10):3657-3667.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Vesícula Biliar - O poder de enfrentar os grandes obstáculos da vida.

Vesícula Biliar - O poder de enfrentar os grandes obstáculos da vida. A vesícula biliar é uma estrutura secular que serve como reservatório para a bile. A presença de certos alimentos no duodeno, particularmente a gordura, causa a liberação de um hormônio que alcança a vesícula biliar por via sangüínea, produzindo a contração da vesícula e a expulsão da bile para o duodeno.

Metafisicamente, a vesícula reflete a disposição com que a pessoa enfrenta as dificuldades da vida, sentindo-se livre para se impor diante dos obstáculos.

A vesícula biliar mantém armazenada a bile, que, no âmbito metafísico, representa a expressão de nossos conteúdos internos para resolver os problemas da vida.

Nas pessoas que não liberam seus impulsos agressivos, acarretarão complicações na vesícula ou no duto que conduz a bile até o duodeno.

A complicação mais comum resume-se na formação de cálculos nessa região, representando a calcificação da agressividade.

Os problemas na vesícula surgem nas pessoas rígidas, intolerantes, contrárias a tudo que acontece. Têm dificuldade em digerir o novo e negam os fatos. Sentem-se presas e sufocadas pelas situações que as pressionam constantemente, não conseguem se soltar, liberando sua força para resolver as complicações. Só não conseguem colocar adequadamente sua capacidade resolutiva, comprometendo a vesícula.

Outros dois problemas bastante conhecidos na vesícula são a vesícula preguiçosa e as pedras na vesícula. A vesícula preguiçosa é muito comum em pessoas lentas nas mudanças, que demoram para se adaptar ao novo. Quando requisitadas para algo de que não gostam, reclamam demasiadamente. Acham que ninguém faria nada se não fossem elas para resolver as coisas. Essa resistência em fazer aquilo que lhes cabe gera um desejo inconsciente de conter sua preparação interna, ocasionando-se a redução na função da vesícula.

As pedras na vesícula são constantes em pessoas que param diante das dificuldades, não admitindo serem conduzidas pela natureza. Elas exigem que tudo seja do seu jeito. Quando não conseguem, relutam nas situações, impedindo que as circunstâncias sigam o fluxo normal. Essas insistências tanto prolongam as dificuldades quanto provocam a formação das pedras. A capacidade de atuação da pessoa termina por calcificar-se. A incapacidade de alguém em manter as coisas do seu modo gera um impasse que origina freqüentes dificuldades. Por meio delas a vida ensina a pessoa a ser menos rígida e intransigente, liberando seus potenciais e deixando a vida se fazer nela com toda a perfeição e abundância inerentes à natureza.

Além disso, a liberação da energia presa também sugere a decomposição dos cálculos biliares. Conter-se diante dos obstáculos e dificuldades da vida é perder a habilidade em usar os próprios potenciais e capacidades de resolução, distanciando-se da ação direta na situação.

Quem precisou extrair a vesícula, acometida por algum tipo de problema, desenvolveu a estrutura interna causadora da disfunção que levou a retirar esse órgão. A ausência da vesícula no corpo provoca uma sensação de perda do referencial físico, de armazenagem metafísica da agressividade, deixando a pessoa mais propensa a se impor na situação, falando logo sobre o que pensa a respeito das coisas que acontecem à sua volta.

Já não consegue mais guardar nada daquilo que outrora não conseguia expor, nem medir suas palavras para falar sobre aquilo que a incomoda na situação. A maneira que encontra para isso normalmente é por intermédio das brincadeiras e "gozações". Como podemos perceber na grande maioria das pessoas que extraíram a vesícula, elas passaram a ser bem diferentes de antes. Às vezes, até exageram um pouco em suas colocações, como se quisessem tirar o atraso do tempo em que se calaram, não conseguindo impor suas vontades.

Aqueles que conseguem liberar sua força agressiva, mesmo depois de perderem a vesícula, atingem um estado de saúde interior graças ao equilíbrio das ações. Mesmo percorrendo um caminho de dor e deterioração de um órgão de seu corpo, isso é imprescindível para o restabelecimento físico, psíquico e emocional.

Psoríase: Existe Cura ou Tratamento Natural?

A psoríase é uma doença crônica inflamatória genética autoimune que ocorre na pele (autoimunidade é a falha de um organismo em reconhecer as suas próprias partes constituintes, permitindo uma resposta imunológica contra as suas próprias células e tecidos). A psoríase afeta quase 200 milhões de pessoas no mundo inteiro. É mais incidente em pessoas de pele mais clara, entre 20 e 50 anos, sem distinção entre homens, mulheres e até mesmo crianças. A psoríase é caracterizada pelo aparecimento de lesões (manchas) avermelhadas e escamosas na pele, em geral, no couro cabeludo, no joelho e nos cotovelos, e em alguns casos pode se espalhar por toda a pele e causar coceiras e desconforto, no entanto, a psoríase não é contagiosa.

As causas do aparecimento da psoríase ainda não foram totalmente explicadas, mas se sabe que ela altera o sistema imunológico, o que a torna uma doença autoimune, vez que faz com que as células de defesa do corpo ataquem equivocadamente as células do corpo saudáveis. Isso ocorre porque algumas células T (leucócitos), são estimulados em excesso e atuam de forma até dez vezes mais rápida que o normal.

Ainda não existe cura definitiva ou total para a psoríase em suas diversas manifestações, no entanto, existem tratamentos que podem oferecer alívio temporário aos sintomas da doença.

Remédios, loções, pomadas e cremes a base de vegetais (ervas curativas) aplicados diretamente na pele podem limpar a pele irritada e diminuir a coceira, além de poderem, dependendo do caso, reduzirem o inchaço, desobstruir os poros da pele, diminuir a taxa de crescimento das células e suprimir o sistema imunológico do paciente.

Diversos medicamentos testados estão apresentando resultados eficazes no alívio dos sintomas da psoríase. A cortisona e os esteróides mais novos (medicamentos à base de hormônios) podem remover as placas em quase metade dos casos cerca de 50% dos casos quando aplicados diretamente na pele afetada. Há uma evidência crescente de que o ácido fumárico pode ajudar a manter a psoríase sob controle. Este tratamento envolve o uso de um éster de ácido fumárico, comumente usado na indústria alimentícia como aditivo alimentar, em substituição ao ácido cítrico. As cápsulas de éster de ácido fumárico têm sido utilizadas em ensaios clínicos na University Medical Centers na Suíça, Alemanha, Japão e Holanda. Em um estudo recente, 80 por cento dos 285 pacientes envolvidos relataram melhora acentuada, e 52 por cento dos pacientes estavam completamente livre de lesões psoriática.

Apesar de ervas medicinais serem usadas há muito tempo no como tratamento alternativo da psoríase na medicina natural, todo e qualquer uso de medicamentos, sejam eles naturais ou não, devem ser realizados com a supervisão médica. A psoríase é uma doença que se não for devidamente tratada, em alguns casos pode evoluir para uma forma mais grave, necessitando inclusive de internação.

A Aparine é usada em forma de pomada, lavagem facial no tratamento da psoríase. A Morugem é uma planta medicinal que pode ser usada como uma erva de banho, compressa, cataplasma ou pomada, para psoríase, além de beneficiar de igual forma o tratamento de sarna, picada de urtiga, varizes e eczema. A planta Altea, também conhecida como Malvarisco, é acrescentada a cosméticos e unguentos para amolecer e nutrir rachaduras na pele, beneficiando inclusive quem possui psoriase.

O óleo essencial do Vidoeiro é usada em pomadas e sabões medicativos. Da mesma forma, algumas ervas são usadas em forma de ungento, ou seja, em forma de medicamento natural para uso externo, à base de substância gordurosa, empregado para untar o corpo, como é o caso do Pinheiro-Bravo.

A Centella asiatica pode ajudar estimular produção de colágeno quando usado interiormente e topicamente na pele. Também melhora o tempo de cura de uma ferida, estimulando a mitose celular e é usada para tratar queimaduras, cicatrizes (inclusive quelóides), psoríase e eczema. A Centella também é muito usada em cosméticos por suas propriedades regenerativas, inclusive no combate a queda de cabelo.

A Harmala, o Poejo, a Linhaça, o Zimbro e a Salsaparrilha também são conhecidas ervas que já foram ou são utilizadas em medicamentos para o tratamento da doença. Já a famosa Babosa (Aloe vera), que já é muito utilizada para tratamento de doenças de pele, vem sendo cada vez mais estudada para seu uso no tratamento dos sintomas da psoríase.

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Planta medicinal do SUS

A Portulaca pilosa é uma planta medicinal também conhecida como portulaca, amor-crescido e pink purslane (inglês). Pertence a família das Beldroegas (Portulacaceae) e tem sido utilizada no Brasil como um remédio tradicional para diminuir a febre e como função analgésica. Estudos apontam que os extratos de Amor-Crescido apresentam efeitos renais e confirmam a crença popular do seu efeito diurético. É utilizada também em preparados e infusões contra queda de cabelo. A infusão de seus folhas também é aplicada em afecções e queimaduras de pele. Misturada com outras ervas, a decocção do amor-crescido é indicada como um diurético e hepato-protetor.

Portulaca pilosa é comumente usada na medicina popular para tratar doenças gastrointestinais, como diurético, além de possuir função analgésica, abortiva e servir para aliviar febres. Estudos têm mostrado que os extratos da planta têm efeitos renais. Também tem sido observado que, em ratos, que tais extratos podem causar um aumento na excreção de potássio, sem que haja uma alteração concomitante da diurese de água ou excreção de sódio. (Baurin, N; Arnoult, Scior, Bernard (Outubro de 2002). “Preliminary screening of some tropical plants for anti-tyrosinase activity.”. Journal of Ethnopharmacology 82 (2-3): 155-158).

A portulaca possui mucilagem, vitaminas A, B1, B2 e C. As suas partes usadas são as folhas através de um chá com efeito hepato-protetor e anti-diarreico e diurético, além de ter ação inibidora da tirosinase e aumenta a excreção de potássio na urina sem aumento da diurese.

O amor-crescido possui flores roxas ou vermelhas (ocasionalmente amarelo), suas pétalas tem entre 3 e 8 mm de comprimento. As flores são suportadas individualmente ou em grupos de até seis nas pontas dos ramos. As frutas são mais ou menos globulares com até 7 mm de comprimento. As sementes são em forma de rim, com uma superfície verrugosa. O gênero Portulaca compreende cerca de 40 espécies distribuídas principalmente nas regiões tropicais e subtropicais. Nas Américas, a P. pilosa pode ser encontrada nos Estados Unidos, México, Antilhas, Caribe e na América do Sul, até o sul do Brasil.

Planta Medicinal do SUS

Amor-Crescido - Portulaca pilosa

A espécie Portulaca pilosa faz parte da Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (RENISUS), constituída de espécies vegetais com potencial de avançar nas etapas da cadeia produtiva e de gerar produtos de interesse do Ministério da Saúde do Brasil. A finalidade da RENISUS é subsidiar o desenvolvimento de toda cadeia produtiva relacionada à regulamentação, cultivo/manejo, produção, comercialização e dispensação de plantas medicinais e fitoterápicos.

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