Obrigada

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sexta-feira, 8 de junho de 2012

Folha de Maracujá ajuda a combater o nervosismo

Há algum tempo, demos uma receita para o tratamento da ansiedade. A base de alecrim, o chá ajudou muitas pessoas conforme recebemos o retorno. Para complementar, vamos com outra dica, desta vez, usando um ingrediente bem conhecido por todos devido suas propriedades calmantes, o maracujá.

Ansiedade, nervosismo, estresse, depressão e outros males emocionais podem ser controlados se estivermos mais calmos, controlando nossos sentimentos e, consequentemente, melhorando a qualidade de vida.

Vejamos a receita:

Você vai precisar de

Folha de Maracujá

Uma folha fresca de maracujá

Uma xícara de chá de água

Mel

Modo de Preparo:

Leve a xícara de água para ferver enquanto você pica a folha de maracujá. Quando a água estiver em ponto de ebulição, desligue o fogo e acrescente a folha picada de maracujá, tampando o recipiente em seguida por cerca de cinco minutos.

Adoce com mel a seu gosto

Posologia

Beba duas xícaras do chá por dia

Cuidados

Gestantes e pessoas com problemas de hipotensão devem evitar o maracujá.Folhas de Maracujá

Insônia

Ingredientes:

1 Folha fresca de maracujá picada

1 Xícara (chá) de água fervente

1/2 Colher (sopa) de mel

Modo de Preparo

Em uma xícara (chá) vazia, coloque a folha de maracujá picada. Despeje a água fervente por cima, tampe com um pires e deixe abafado por 5 minutos. Retire o pires com cuidado para não se queimar. Coe o chá, misture o mel e tome 30 minutos antes de se deitar.

Ansiedade

Ingredientes:

1/2 Litro de água
1 Colher (sopa) de folhas frescas de maracujá picadas.
1 Colher (sopa) de folhas e flores secas de camomila
3 Colheres (sopa) de mel.
Modo de Preparo

Leve a água ao fogo e deixe até começar a ferver. Desligue o fogo e acrescente as folhas de maracujá e a camomila. Deixe abafado por 10 minutos. Coe, misture o mel e beba 1 copo (250 ml) a cada 12 horas.
Contraindicação: A camomila pode causar náuseas se consumida em doses acima das recomendas.
Fonte "O poder dos Chás."http://artemisia-palavraspalavras.blogspot.com.br

A Cavalinha é uma planta bem simples

A Cavalinha é uma planta bem simples, que não tem flores, nem sementes. De aparencia cauliforme, foi descrita já na metade do século XVIII como tendo características medicinais. Hoje, é mais conhecida pelo seu subproduto da medicina alternativa, o Cha de Cavalinha.

Dentre seus usos fitoterápicos principais, destacam-se principalmente o combate à osteoporose, ao acido úrico, à anemia, à ansiedade, à arteriosclerose, à blenorragia, ao chulé, ao bafo e à flatulência excessiva. Claro que há outras utilidades, mas falaremos mais sobre elas em outros artigos de nosso site.

Poderemos falar disso a qualquer momento, mas o mais provável é que seja:

Acreditamos, em nosso site, que o Cha de Cavalinha deve ter a tenção merecida, mas cada coisa a seu tempo.

Seu consumo como remédio popular se dá, principalmente, por meio do Chá de Cavalinha, que tem um sabor meio amargo, mas pelo menos faz bem e não custa caro.

OChá de Cavalinha pode ser feito com a própria planta, colhida e plantada ou mesmo encontrada por você, sua mãe ou sua avó, mas também pode ser encontrada como um produto industrializado, normalmente com um preço muito mais alto que seu custo.

O Chá de Cavalinha é, portanto, um remédio muito apreciado, mas lembre-se de utiliza-lo com sabedoria e seguindo sempre o bom senso e a quantidade certa para o consumo.

Vistem agora mesmo, para ver como não deve ser feito um site sobre o chá de cavalinha.

A Cavalinha é uma planta bem simples, que não tem flores, nem sementes. De aparencia cauliforme, foi descrita já na metade do século XVIII como tendo características medicinais. Hoje,

é mais conhecida pelo seu subproduto da medicina alternativa, o Cha de Cavalinha. Dentre seus usos fitoterápicos principais, destacam-se principalmente o combate à osteoporose, ao acido úrico, à anemia, à ansiedade, à arteriosclerose, à blenorragia, ao chulé, ao bafo e à flatulência excessiva. Claro que há outras utilidades, mas falaremos mais sobre elas em outros artigos de nosso site.

Poderemos falar disso a qualquer momento, mas o mais provável é que seja:

Acreditamos, em nosso site, que o Cha de Cavalinha deve ter a tenção merecida, mas cada coisa a seu tempo.

Seu consumo como remédio popular se dá, principalmente, por meio do Chá de Cavalinha, que tem um sabor meio amargo, mas pelo menos faz bem e não custa caro.

OChá de Cavalinha pode ser feito com a própria planta, colhida e plantada ou mesmo encontrada por você, sua mãe ou sua avó, mas também pode ser encontrada como um produto industrializado, normalmente com um preço muito mais alto que seu custo.

O Chá de Cavalinha é, portanto, um remédio muito apreciado, mas lembre-se de utiliza-lo com sabedoria e seguindo sempre o bom senso e a quantidade certa para o consumo. Vistem agora mesmo, para ver como não deve ser feito um site sobre o chá de cavalinha.

A cavalinha (Equisetum Ssp.)

A cavalinha (Equisetum Ssp.), constitui a única espécie da família das equisetáceas. O seu nome é de origem latina e é composto por “equi" (cavalo) e "setum" (cauda), ou seja, rabo-de-cavalo.

A cavalinha é um remédio herbáceo que remonta pelo menos à antiga medicina grega e romana. Foi utilizado tradicionalmente para fazer parar de sangrar, para curar úlceras e feridas e para tratar a tuberculose e problemas renais. A cavalinha contém silicone, a qual desempenha um papel importante no fortalecimento dos ossos.

Por esse motivo, por vezes é sugerida como um tratamento para a osteoporose. Também é usada como diurético e como ingrediente nalguns cosméticos. No entanto, poucos estudos analisaram o efeito da cavalinha nos seres humanos.

A cavalinha é descendente de enormes plantas parecidas com árvores, que prosperaram acerca de 400 milhões de anos, durante a era Paleozóica.

Parente próximo da samambaia ou fetos, a cavalinha está adaptada a solos húmidos e, por ser agressiva e persistente, deve-se cuidar para que não se torne numa erva daninha.

É uma planta perene que não possui flores e, por consequência, não tem sementes.Algumas espécies possuem folhas verticiladas, mas reduzidas a um tamanho insignificante.

O caule é de cor verde, oco, fotossintético, fotossensível, com textura áspera ao tacto por causa da presença do silício e pode ser encontrado de duas maneiras: - O caule fértil, geralmente curto, surge no início da Primavera.

Apresenta na extremidade a espiga produtora de esporos, que serve para a sua reprodução, mas que, porém, também pode ocorrer através de rizomas.

- O caule estéril, geralmente longo, surge depois de o caule fértil murchar.

Esta planta é comum nas cidades e está presente em todos continentes, à excepção da Austrália e Antárctica.

É uma planta perene e herbácea, com hastes ocas que parecem espargos e que seca no Inverno (para a maioria das espécies das zonas temperadas) ou mantém-se sempre verde (para algumas das espécies tropicais, mais a espécie temperada Equisetum Hyemale). A maioria delas cresce entre 0,2 a 1,5 metros de altura, embora a Equisetum Telmateia possa excepcionalmente alcançar os 2,5 metros, a espécie tropical Equisetum Giganteum 5 metros e a Equisetum Myriochaetum 8 metros.

Como as espécies das regiões temperadas seca no Inverno, cristais de sílica que se formam no tronco e nos galhos parecem uma cauda de penas, dando à planta um efeito de lixa.

Isso explica a sua utilização histórica no polimento de metais, principalmente do estanho.

Nomes alternativos: Escova de Garrafa, Cavalo Salgueiro, Paddock-Pipes, Pewterwort, Rush Expurgo, Capim Barba, Toadpipe, Milho de Cobra, Erva-Carnuda, Rabo-de-Cavalo, Rabo-de-Rato, Cauda-de-Raposa, Rabo-de-Cobra, Cana-de-Jacaré, Erva-Canudo, Lixa-Vegetal, Cola-de-Cavalo, Equisetum Arvense, Equisetum Bogotense, Equisetum Diffusum, Equisetum Fluviatile, Equisetum Giganteum, Equisetum Hyemale, Equisetum Myriochaetum, Equisetum Palustre, Equisetum Pratense, Equisetum Sylvaticum, Equisetum Telmateia.

erva-cidreira (melissa officinalis)

erva-cidreira (melissa officinalis), um membro da família da hortelã, é considerada uma planta calmante. É usada desde a Idade Média para reduzir o stress e a ansiedade, melhorar o sono, melhorar o apetite e aliviar a dor e o desconforto de indigestão (incluindo gases e inchaço, bem como cólicas). Mesmo antes da Idade Média, a erva-cidreira era embebida no vinho para melhorar o ânimo, ajudar a curar feridas e tratar picadas de insectos venenosos. Actualmente, a erva-cidreira é frequentemente combinada com outras ervas calmantes e suavizantes, como a valeriana, a camomila e o lúpulo, para ajudar a estimular o relaxamento. Também é usada em cremes para tratar o herpes labial (herpes oral).

Originária da Europa, a erva-cidreira é cultivada em todo o mundo. É cultivada não só em jardins para atrair as abelhas, mas também em culturas para a área medicinal, cosméticos, e para produzir vernizes para móveis. A planta cresce até cerca de 60 cm de altura, às vezes até mais, se não receber manutenção. Na primavera e no verão, grupos de pequenas flores de coloração amarelo-clara crescem no ponto onde as folhas se encontram com o tronco. As folhas são muito enrugadas e vão desde o verde-escuro ao verde amarelado, dependendo do solo e do clima. Se esfregar os dedos sobre as folhas, os dedos ficarão com um aroma ácido e doce, como os limões. Em termos de forma, as folhas são similares às da hortelã, e ambas as plantas são provenientes da mesma família.

Beber chá de cidreira cura dores de cabeça (enxaquecas), dor no ventre, dor de dentes, dor de ouvidos, nevralgias e reumatismo. Alegra, anima e Facilita a oxigenação das células cerebrais. São então estes alguns dos exemplares beneficios da erva cidreira.

Aspecto final

Receita de Chá de Erva Cidreira e Hortelã

Ingredientes:

1 l de água
1 chávena de chá de hortelã
2 chávenas de chá de erva-cidreira picada ou 4 em saquinhos
açúcar ou mel q.b.
Preparação:
Coloque a água e as folhas numa panela e leve ao lume alto para ferver.
Quando ferver, desligue e coe o chá. Deixe arrefecer e adoce a gosto.
Guarde no frigorífico até à hora de servir.
Curiosidades
Diz o povo que o chá de erva-cidreira, tomado todas as manhãs (adoçado com mel) traz de volta a juventude, fortalece o cérebro e ajuda a combater a inércia natural.
Informações Úteis
A erva-cidreira é uma planta medicinal que pode crescer até aos 80 cm de altura e 50 cm de diâmetro. É uma planta proveniente da Ásia Ocidental e há muito tempo que está espalhada pela Europa, sendo muito vulgar encontrá-la em caminhos, sebes, junto às casas e até mesmo em vinhas. As suas folhas libertam um intenso aroma a limão doce. É uma planta que se adapta bem a qualquer solo, surgindo mais em zonas ensombradas, embora também possa ser cultivada ao sol. As folhas da planta podem ser usadas para dar sabor a saladas de legumes, frutas, carnes, pudins, guarnições, vinagres e licores. As folhas frescas são mais aconselháveis, porque tendem a ser mais saborosas do que as secas.
Propriedades Medicinais

Apresenta inúmeras propriedades medicinais muito úteis, tais como: anti-inflamatória, antiviral, antioxidante, digestiva, calmante, ajuda a tratar de problemas nervosos, perturbações de sono, espasmos, enfartamentos, anorexia, tratamento de febres, constipações, alivia inflamações e dores.

A cidreira, conforme já concluíram diversos estudos, apresenta muitas propriedades bastante úteis e não revelam qualquer efeito secundário relevante para a saúde. Pode usar as folhas da erva-cidreira para fazer chá, adicionando 4 colheres de sopa de folhas da planta para cada litro de água e procure beber durante o dia. É uma excelente forma de combater os nervos, é estimulante, antiespasmódico, alivia depressões nervosas, dores de cabeça, dor de ventre, dor de ouvidos e dor de dentes. Apresenta também outros benefícios, tais como, nevralgias, reumatismo e facilita a oxigenação das células cerebrais.

A título de curiosidade, já o povo dizia que o chá de erva-cidreira todas as manhãs com mel trazia de volta a juventude, fortalecia o cérebro e ajudava a combater a inércia natural.

Pode também, usar esta planta externamente na pele para aliviar de alguma picada de insetos ou mesmo para evitar estas picadas e isto tudo deve-se ao seu óleo que funciona como um excelente repelente. Embora a planta seja antialérgica, poderá surgir irritação em algumas pessoas que apresentam peles sensíveis.

O óleo essencial da planta é por vezes utilizado para a aromaterapia (ramo da fitoterapia que se baseia nos aromas que as plantas podem provocar ao indivíduo). Pode relaxar, utilizando um chá mais forte (cerca de 8 colheres de chá de erva por cada litro de água) e misture com a água da banheira.

A mulher beneficia ainda mais com, porque é uma aliada na regulação das menstruações, ajuda a tranquilizar e relaxar em casos de cólicas, apresenta efeito tônico no útero e pode também auxiliar em casos de esterilidade.

Além de todas estas vantagens que a erva-cidreira nos traz, existe uma contra indicação, sobretudo para pessoas que sofram de problemas de tiroide. Para pessoas com este problema e que têm por hábito tomar medicação diária devem evitar ao máximo a cidreira, porque pode reduzir ou tirar o efeito do medicamento.

A planta é cada vez mais usada para fins comerciais, uma vez que a sua procura tem vindo a aumentar em toda a Europa e a sua cotação tem vindo a aumentar consideravelmente.http://www.fotosantesedepois.com

Abacate (Persea gratissima)

Abacate (Persea gratissima) O abacate pode substituir a carne, porque contém gordura e o mesmo valor nutritivo. O abacateiro serve especialmente aos diabéticos, tanto a fruta como as folhas. Às pessoas atacadas por esse mal é aconselhável um tratamento à base do abacateiro durante quinze dias: 1. Coma em jejum metade de um abacate amassado. 2. Após as refeições, tome um chá de folhas secas de abacateiro (sem açúcar). A folha do abacateiro também serve para a limpeza do fígado. Se o fígado não vai bem por estar saturado de gordura e tóxicos, faça um chá das folhas SECAS do abacateiro e tome-o em goles, de hora em hora, durante todo o dia, repetindo por 15 dias.

TUDO SOBRE CAJU

FRUTA MUITO RICA EM VITAMINAS

Caju é o fruto do cajueiro (Anaccardium ocidentalis, que em latim quer dizer “cardo com a semente para fora que é nativo do Ocidente”), árvore nativa das Regiões Nordeste e Norte do Brasil. Pertence à família das Anacardiáceas, a mesma da manga e do pistache, dos quais é “prima” distante. A árvore é baixa, mas muito esgalhada, podendo ocupar grande superfície.

A fama dessa árvore está no seu belo fruto, o caju, que na verdade não é um fruto, mas o pedúnculo (cabinho) inchado que segura a semente, essa sim, o verdadeiro fruto do cajueiro. Para um leigo, o caju parece, como indica seu nome científico, um fruto com a semente do lado de fora.

A polpa do caju é um excelente alimento, pois fornece vitaminas (principalmente vitamina C, em quantidades maiores que a laranja, e vitamina B3, também chamada niacina – veja boxe no final do livro) e sais minerais. É também uma fruta muito rica em aminoácidos, que ajudam a construir as proteínas que sustentam nossas células: alanina, serina, fenilalanina, leucina, ácido glutâmico, ácido aspártico, prolina e tirosina.

O fruto também contêm grande quantidade de tanino, que é adstringente e bactericida, agindo sobre a pele, as mucosas internas e os vasos sanguíneos, ao ser digerido.

Grande parte desse tanino se transforma em açúcares com o amadurecimento do fruto. É essa substância que dá o travo amargo ao caju, principalmente se estiver verde. Por causa do tanino, entretanto, o caju tem efeito imediato para cortar diarréia. Esse mesmo tanino faz com que o caju manche roupas, por isso tenha cuidado ao manusear o fruto e seu suco.

Além das vitaminas, o caju também tem enzimas, oligoelementos e aminoácidos, que o tornam um verdadeiro isotônico natural para os atletas. Tem ainda grande quantidade de fibras, o que o faz digestivo. Também contém compostos fenólicos, que são antioxidantes e fortalecem as células.

O caju deve ser guardado em geladeira. Envolto em filme plástico, dura até uma semana. Se for congelado, o caju se conserva por até 80 dias e pode ser usado para sucos e doces.

As castanhas, muito nutritivas, contêm mais de 40% de gordura de boa qualidade, além de vitaminas e aminoácidos, como a cisteína, que rebate danos da poluição. Elas precisam, entretanto, ser torradas para destruir a casca ou descascadas porque contém nessas cascas uma substância adesiva e irritante , o cardol, rico em ácido anacárdico. Morder essa castanha causará feridas nos lábios. Se cair nos olhos, o leite da casca da castanha pode provocar cegueira.

O fruto com a castanha deve ficar longe do alcance das crianças. Quando usar o caju, jogue as castanhas no lixo. Usado com critério, entretanto, esse leite pode ser útil, pois é medicinal. Ele dissolve tecidos e proteínas, podendo ser usado sob a forma pura para eliminar verrugas. Diluído em álcool de cereais, é tradicionalmente utilizado em receitas caseiras para tratamento de ferimentos, pois recobre a ferida com uma fina película antibiótica como se fosse um curativo.

Existem fórmulas de farmácia para tratamento de eczema e psoríase que levam tintura da casca da semente do caju. As folhas, os brotos e as cascas do caule do cajueiro também são adstringentes e servem para tratar feridas. Para conservar folhas e cascas, é melhor secá-las ao sol e depois armazená-las em sacos de papel ou pano.

O botânico Pio Corrêa conta que a casca do cajueiro era um ingrediente comum da farmacopéia francesa, sendo adstringente, tônica, estimulante, indicada para loções de massagens e “gargarejos contra aftas e inflamações da garganta”. Ele conta que do caule do cajueiro se extrai também uma gomo-resina, que os índios chamavam de acajucica. Fornece um tipo de goma arábica útil para encadernação, pois espanta cupins. Os índios usavam essa goma diluída em água como depurativa e expectorante. Eles consideravam as flores afrodisíacas.

O fruto verde ainda com a castanha embrionária, chamado muturi, era assado com carnes de caça pelos índios e os caiçaras o usam para fazer fritadas de peixe ou camarão. Também são indígenas as técnicas de fermentar o fruto do caju para obter refrigerantes e até aguardente de superior qualidade.

Pio Corrêa conta que a ação anti-séptica das curas pelo caju gerou uma verdadeira indústria no começo do século. “No tempo da frutificação, os vastos campos de cajueiros nos Estados do Norte são procurados por bandos de enfermos de moléstias sifilíticas, os quais ali se instalam e permanecem durante semanas, sempre a chupar caju e a esfregar o corpo com o respectivo bagaço, consistindo nisso apenas o combate a tão terrível enfermidade.” A descoberta dos antibióticos sintéticos, mais específicos e de ação mais rápida, indicados para doenças como a sífilis, acabou com a indústria das estações de cura no Nordeste, baseada em sigilosas viagens que coincidiam com a época da frutificação do caju...

Coe e aplique com gaze sobre a ferida previamente lavada com água oxigenada. Outra receita é aplicar folhas novas aquecidas sobre a ferida.

Para tirar calos e verrugas

Bata castanhas de caju frescas no liquidificador com um pouco de água para formar uma pasta. Aplique só nos locais afetados, isolando as bordas com gaze e cobrindo com esparadrapo 20 minutos por dia, de preferência à noite. Lave com água fria. Se o calo não sair em poucos dias, consulte um dermatologista. Seja cuidadoso com as verrugas, que merecem visita ao médico. Nos casos de verruga maligna, o tratamento com cáusticos pode espalhar o tumor.

Livre-se do diabetes

Despeje 1 colher (chá) da casca do cajueiro vermelho seca e picada em 1 xícara (chá) de água fervente. Abafe, apague o fogo e deixe amornar tampado. Come numa peneira e tome 1 xícara (chá) duas vezes ao dia, pela manhã e à tarde.

Contra dor de garganta

Despeje 1 colher (sopa) da casca do cajueiro vermelho seca e picada em 1 copo americano de água fervendo. Tampe, apague o fogo e deixe em maceração por 24 horas. Coe numa peneira e use para fazer bochechos e gargarejos. Também é eficaz para lavar feridas infectadas.

Acabe com a diarréia

Despeje 3 colheres (sopa) de folhas novas e frescas bem picadas em ½ litro de água fervente. Deixe ferver 10 minutos, amorne em recipiente tampado e coe. Tome 1 copo americano depois de cada evacuação. Para crianças, dê metade da dose.

Suplemento para quem faz regime

Consumir 10 sementes torradas uma hora antes das refeições. Dá sensação de saciedade e reduz o apetite.

Contra falta de vontade sexual

(receita indígena)

Despeje 10 flores de caju abertas em 1 xícara (chá) de água fervente. Apague o fogo e amorne tampado. Tome 2 xícaras (chá) ao dia, uma de tarde e outra de noite, adoçando com mel. Sua ação levemente irritante deixa as mucosas mais sensíveis.

CULINÁRIA

Como consumir

Escolha cajus maduros, mas que não tenham partes apodrecidas. Lave bem. Saber segurar a fruta para cortá-la é prudente porque a casca é resistente e pode fazer escapar a faca ou esmagar a polpa. Para tirar a castanha, segure a castanha numa das mãos e com a outra use uma faca afiada para cortar entre a castanha e a fruta. Jogue sempre a castanha no lixo, porque, como vimos, sua casca é tóxica e irritante, podendo provocar acidentes domésticos com crianças ou animais. Segure o caju com uma das mãos e com a outra corte a ponta mais estreita do fruto. É que essa parte tem mais quantidade de tanino que não se transformou ainda em açúcar. Corte a fruta em fatias e sirva.

Suco de caju com vitaminas

Bata no liquidificador a polpa sem ponta e sem castanha cortada em fatias com um pouco de água e coe com peneira grossa. Não filtre porque boa parte das vitaminas e sais minerais fica na superfície das partes sólidas e não diluída nos líquidos do fruto. Nos cítricos, por exemplo, as vitaminas concentram-se na parte interna das pequenas “garrafinhas” (que são pistilos transformados em depósitos de água e açúcares). O problema dos sucos feitos em centrífugas com filtros muito finos é que eles retiram as fibras das frutas, e aderidas a elas, as vitaminas. O suco parece mais limpo, mas é menos nutriente.

Torre na fogueira (com cuidado!)

Uma maneira doméstica de torrar sementes de castanha de caju é colocá-las numa chapa de ferro sobre uma fogueira. Não torre em casa ou no forno porque o óleo a casca pega fogo facilmente, podendo provocar acidentes. Sobre a chapa na fogueira, esse óleo vai pegar fogo e torrar a castanha. É preciso virá-la para que toste dos dois lados. Depois é só deixar esfriar e retirar a casca queimada com as mãos. Polvilhe um pouco de sal e sirva.

Doce de caju

Lave bem 20 cajus e tire a castanha. Corte as pontas e descasque os cajus com faca serrilhada bem afiada. Reserve. Faça uma calda fervendo 1 kg de açúcar em 2 e ½ litros de água até borbulhar e ficar espessa. Faça furos nos cajus com palitos, esprema delicadamente, para tirar excesso de suco (aproveite para fazer refresco), e mergulhe-os um a um na calda, que deve continuar em fogo brando. Acrescente um pacotinho de cravos-da-índia (uns 20 cravos). Continue cozinhando em fogo baixo por cerca de uma hora. O caju fica avermelhado.

Biscoito de castanha

Separe as gemas das claras de 3 ovos. Coloque cada uma numa vasilha. Na vasilha das gemas, acrescente 200 g de margarina, 200 g de farinha de trigo, 1 colher (chá) de fermento em pó e 150 g de açúcar, misturando bem até obter uma massa homogênea. Se necessário, adicione algumas colheres (sopa) de leite. Acrescente 5 colheres de sopa de castanha de caju moída. Unte uma superfície com farinha de trigo e enrole a massa até ficar firme. Faça bolinhas do tamanho de uma colher de sopa. Aperte-as com um garfo e pincele com as claras. Misture 5 colheres (sopa) de castanha de caju moída com 3 colheres (chá) de açúcar cristal e passe as bolinhas na mistura. Depois disponha-as numa assadeira untada e polvilhada com farinha e asse por vinte minutos.

Suco sem ranço

Tire as castanhas e corte a pontas de 7 cajus. Em seguida pique-os em pedaços pequenos. Leve ao liquidificador com 1 litro de água. Deixe bater por 1 minuto. Passe numa peneira fina e leve de volta ao liquidificador, batendo com pedrinhas de gelo, açúcar cristal a gosto e 1 colher (sopa) de suco de limão.

Suflê de castanha de caju

Bata no liquidificador ½ xícara (chá) de castanha de caju, 2 tomates sem pele, ½ cebola, 1 xícara (chá) de farinha de milho, 4 colheres (sopa) de farinha de trigo, 1 xícara (chá) de berinjela cozida e espremida, 2 dentes de alho, 4 colheres (sopa) de salsa picada, 2 colheres (sopa) de óleo de oliva, ½ pimentão vermelho e sal a gosto. Deixe ficar um creme homogêneo e leve para assar num refratário em forno moderado.

Moqueca

Retire as castanhas de 12 cajus e corte as pontinhas do outro lado. Fure as frutas com um garfo e esprema para tirar o excesso de suco (aproveite para fazer refresco). Corte as frutas em fatias de 1 cm. Tempere com 2 colheres (sopa) de suco de limão, sal, pimenta-do-reino, 3 colheres (sopa) de coentro picado e 1 cebola grande picada. Misture 4 colheres (sopa) de azeite de oliva com 2 colheres (sopa) de azeite de dendê numa panela, aqueça bem e acrescente os cajus, 3 tomates e 1 pimentão verde cortados em rodelas. Refogue em fogo forte. Abaixe o fogo e deixe cozinhar por 20 minutos. Se quiser mais caldo, adicione ½ xícara de água durante o cozimento. Sirva com arroz.

Bifes de castanha de caju e ervilha

Rale pão seco em ralador grosso até preencher 1 xícara (chá). Misture com 3 tomates sem pele picados, 2 xícaras (chá) de ervilhas cozidas e moídas, 1 xícara (chá) de castanhas de caju moídas fino (mas não farinha), 2 dentes de alho picados, 4 colheres (sopa) de salsa picada, 2 colheres (sopa) de azeite de oliva, 1 colher (sopa) de pimentão vermelho bem picado e 4 colheres (sopa) de farinha de trigo. Amasse com as mãos até ficar homogêneo. Forme bifinhos arredondados e asse em forno moderado até ficarem dourados.

Batida

Retire a ponta e a castanha de 1 caju e fatie-o em rodelas, colocando dentro de uma coqueteleira. Soque os frutos com um pilão, adicione 1/3 de xícara (chá) de leite condensado (meia lata), 1 xícara de vodka ou aguardente e 2 pedras de gelo. Agite bem e sirva. Dá para duas doses.

Refresco

Misture 3 cajus sem as castanhas e as pontas, 1 litro de água gelada, 5 colheres (sopa) de açúcar e o suco de 1 limão. Bata no liquidificador e sirva.

Cajuína

Lave bem 5 kg de caju, extraia as sementes e corte as pontas no outro lado dos frutos. Esprema para extrair o suco (use um espremedor caseiro de limão). Dissolva 10 mg de gelatina em pó branca sem sabor em 100 ml de água bem quente. Adicione ao suco do caju, com 10 ml de caramelo, misture bem e deixe repousar cinco minutos. Coe em pano de algodão ou feltro muito limpo. Despeje em garrafas, coloque-as em banho-maria por uma hora e depois resfrie-as em água corrente, dentro do próprio recipiente do cozimento. Feche com rolhas, mergulhe as rolhas em cera derretida para vedar e armazene em lugar arejado por pelo menos 20 dias. Fica naturalmente gaseificado. Frapê Bata no liquidificador 1 lata de leite condensado, a mesma medida de suco de caju, meia lata de água e gelo picado. Sirva gelado em copo alto. Suco hipervitaminado (laranja-caju-melão) Pique 2 cajus lavados e sem castanhas e pontas, acrescente ½ melão descascado e cortado em pedaços e ½ litro de suco de laranja (pode ser de embalagem tretrapak). Bata no liquidificador com um copo americano de água e gelo picado. Sirva sem coar.

Bolo de sola

(receita da Paraíba) Rico em ferro, esse bolo é econômico porque não leva ovo, nem leite nem manteiga. Mas é tão completo como esses itens por causa da combinação de ingredientes. Derreta 1 rapadura de 1 kg em 3 copos americanos de água. Quanto mais escura for a rapadura, melhor. Em 3 copos americanos de água ponha 2 xícaras (café) de erva doce, 2 xícaras (café) de canela em pau picada e 1 xícara (café) de cravo moído. Ferva por 5 minutos, fazendo um chá forte. Deixe amornar, coe e despeje na rapadura derretida. Depois dissolva nessa rapadura 1 kg de farinha de trigo, 2 colheres (sopa) de fermento em pó não muito cheias e 1 colher (sopa) de bicarbonato de sódio. Misture tudo bem e acrescente 2 xícaras de castanhas de caju cruas moídas grosso (não farofa). Se quiser fazer uma versão nutricionalmente mais rica, acrescente 1 xícara (chá) cheia de uvas-passas. Ponha numa fôrma de tabuleiro alta, pois o bolo dobra de tamanho. Asse de 30 minutos a 35 minutos em fogo forte. (Receita de imigrantes da Paraíba, contada por João Durval Leonel.)

Bolo de castanha-de-caju

Misture 1 xícara (chá) de leite, 1 xícara (chá) de óleo, 3 ovos e bata no liquidificador. A seguir acrescente 1 xícara (chá) e ½ de açúcar, 1 xícara (chá) e ½ de farinha de trigo, ½ xícara (chá) de amido de milho, 1 colher (sopa) de fermento em pó, 100 g de castanha de caju granulada. Coloque numa fôrma com furo untada, polvilhe com açúcar e canela (a gosto) e leve ao forno moderado por 50 minutos, até ficar dourado.

Bolo de farinha de caju

Separe as claras das gemas de 10 ovos. Bata as claras em neve, acrescente as gemas e misture com ½ kg de farinha de castanha de caju, 400 g de açúcar. Depois que estiver tudo misturado, acrescente 5 gotas de essência de amêndoa e volte a mexer. Leve ao forno pré-aquecido, em forma untada, por cerca de 30 minutos.

Creme de castanha de caju

Bata no liquidificador os seguintes ingredientes: 1 xícara (chá) de água fervendo, ½ xícara de castanha de caju levemente tostada, 1 colher (chá) de alho picado, 1 colher (café) de sal, 2 colheres (sopa) de óleo de oliva, 2 colheres (sopa) de suco de limão, 1 colher (chá) de alecrim picado, 1 cenoura cozida. Para a consistência ficar cremosa, bata por uns dois minutos. Sirva como molho de salada

UTILIDADE DOMÉSTICA

Na marcenaria, contra cupins

Em marcenaria, o óleo das amêndoas frescas de caju serve para tratar a madeira, protegendo-a contra carunchos e cupins. O óleo obtido da semente fresca deve ser espalhado em toda a superfície interna e externa do móvel, repetindo-se a aplicação a cada cinco anos. Usar máscara e luvas para a aplicação, pois causa irritação da pele e das mucosas.

O poder das vitaminas

Vitaminas são compostos orgânicos presentes na alimentação e essenciais para o bom funcionamento do organismo. Sua falta pode resultar em doenças. O excesso também é prejudicial, principalmente das vitaminas solúveis em gordura: A, D, E e K. As outras vitaminas são hidrossolúveis, isto é, dissolvem-se na água do organismo e não se acumulam nele porque são eliminadas pela urina. Raramente ocorre excesso de vitaminas no organismo porque elas são fornecidas em pequenas quantidades pelos alimentos. O problema são os suplementos vitamínicos, que podem ser ingeridos em excesso, causando efeitos contrários aos das vitaminas em quantidade normal.

Vitamina A

Também chamada axeroftol ou retinol, participa da formação dos ossos, da pele e dos tecidos da retina. Sua falta causa problemas de visão, falta de glóbulos vermelhos, pele seca e enrugada, pedras nos rins, por exemplo.

Nos vegetais ela não existe como vitamina A, mas como protovitamina A ou betacaroteno, que se transforma em vitamina A no processo de digestão. Para simplificar, as tabelas nutricionais de vegetais costumam trazer vitamina A, em vez de betacaroteno. É uma vitamina lipossolúvel, isto é, deposita-se como reserva nas gorduras de nosso organismo. O excesso de vitamina A em suplementos de farmácia pode provocar lesões no fígado, perda de cabelos, visão borrada e dor de cabeça. Fontes: produtos de origem animal (fígado bovino e de aves, leite e derivados, gema de ovo), folhas verde-escuras (espinafre, salsa, agrião, beterraba etc.) e em vegetais de coloração alaranjada (caju, cenoura, tomate amarelo, abóbora, manga).

Vitamina B1

Também chamada tiamina, atua no metabolismo de conversão dos açúcares em energia. Também é utilizada no metabolismo do cérebro e do sistema nervoso.

Sua falta causa uma doença chamada beribéri, que causa fraqueza muscular e dificuldade respiratórias. Pode ser causada tanto por desnutrição, como pela infecção por um fungo, o Penicillium citreonigrun, que libera uma toxina, a citreoviridina, inibidora da absorção da vitamina B1.

A alimentação exclusiva de peixes de rio também pode causar a deficiência, pois alguns produzem uma enzima que também impede a absorção dessa vitamina.

Fontes: cereais integrais (como arroz e trigo não beneficiados e pão integral), amêndoas oleaginosas (castanha de caju, castanha-do-pará, nozes, amêndoas, avelãs), verduras de folhas verde escuras (como espinafre), levedura de cerveja e em frutas, como caju. Também está presente em produtos de origem animal (fígado).

Vitamina B2

Chamada riboflavina, atua no metabolismo das enzimas e na proteção do cérebro e do sistema nervoso.

Sua falta causa inflamações na língua, anemia e seborréia.

Fontes: vísceras de animais (fígado), gema de ovo, leite integral e derivados, vegetais amarelos, levedura de cerveja, grãos de leguminosas e frutas, como o caju.

Vitamina B3

A niacina ou ácido nicotínico, também chamada vitamina PP, é vital para a manutenção do equilíbrio da pele e do sistema nervoso. Também age no sistema digestório. Geralmente é sintetizada pelo próprio organismo, a partir de aminoácidos fornecidos pela alimentação, principalmente pelas frutas, mas pode ser fornecida também pela alimentação, o que supre alguma eventual deficiência de produção.

Fontes diretas: aves, peixes, fígado, amendoim, jiló e cereais integrais.

Vitamina B5

O ácido pantotênico participa do metabolismo de todas as células. Ele ajuda a transformar carboidratos em gordura e também auxilia na transformação de gorduras em energia.

É essencial na síntese do colesterol, fosfolipídios, hormônios esteróides, hemoglobina e colina Sua falta causa fadiga, cãibras e insônia.

Fontes: vísceras (rins, coração, fígado), cogu

melo, milho, abacate, ovos, leite, folhas verde escuras, levedura de cerveja.

Vitamina B6

A piridoxina é vital para o crescimento de células e tecidos, proteção celular,

metabolismo de gorduras e proteínas e produção de hormônios.

Sua falta causa distúrbios de crescimento, anemia e seborréia.

Fontes: carnes, frutas (como a goiaba), verduras e cereais.

Vitamina B8

Também chamada vitamina H ou biotina, essa vitamina apressa a ação das enzimas e age no metabolismo das proteínas e dos carboidratos. Atua na formação da pele. Neutraliza o excesso de colesterol.

Sua falta causa furunculose, caspa, eczemas na pele, dores musculares e cansaço. Fontes: arroz integral, levedura de cerveja, frutas, amêndoas oleaginosas, ovos, carnes e leite. Também é produzida por bactérias em nosso intestino.

Vitamina B9

Também chamada ácido fólico ou vitamina M, ajuda no metabolismo dos aminoácidos, formação das células vermelhas (hemácias) e dos tecidos nervosos. Perde-se com o cozimento. É armazenada pelo fígado. No Brasil, uma lei determina sua inclusão, junto com ferro, na farinha de trigo, para prevenir casos de anemia.

Sua falta causa anemia megaloblástica, doenças do tubo neural.

Fontes: cogumelos, hortaliças de folhas verde escuras, vísceras de animais.

Vitamina B12

A cobalamina participa da formação das hemácias (células brancas) e da multiplicação celular.

Sua falta causa anemia. É uma vitamina essencial e muito especial porque não é produzida por plantas nem por animais, mas por microorganismos, como fungos, bactérias e algas.

Ela nos é fornecida por esses organismos, que vivem em simbiose conosco. Nosso organismo fornece alimentos a esses micróbios (as sobras de alimentação, resíduos metabólicos e de células) e as bactérias nos protegem atacando outras bactérias nocivas e produzindo vitamina B12. Só para se ter uma idéia do poder das bactérias, basta saber que a quantidade de bactérias que normalmente povoam a nossa boca ultrapassa a população humana da Terra.

Fontes na alimentação: a vitamina B12 está presente principalmente no fígado (que é a maior fonte dessa vitamina), nos ovos, no leite e na carne de peixe.

As pessoas que não ingerem produtos de origem animal devem aumentar a produção de B12 pelas bactérias de seu organismo ingerindo iogurte, produtos com lactobacilos e bebendo um copo de água pela manhã, antes de escovar os dentes, aconselha a terapeuta naturopata Catharina Walzberg, da Clínica Retiro para Recuperação da Saúde, em Itapecerica da Serra, interior de São Paulo. Essas bactérias da boca costumam não ser agressivas e colonizam os intestinos sem nos fazer mal, além de produzir vitamina B12.

Alguns alimentos têm substâncias de fórmula parecida com a vitamina B12 e os vegetarianos radicais alegam que essas substâncias podem substituir a vitamina: shoyu, espinafre, missô (pasta de soja para sopas), alfafa, ameixa japonesa, algas, legumes, tofu (queijo de soja), alga espirulina, malte de cevada, raiz de confrei, soja em grão, água de chuva, cogumelo shiitake.

Muitos médicos, entretanto, alertam os vegetarianos radicais para o fato de não haver comprovação científica de que esses similares poderiam substituir totalmente a vitamina. Esses médicos recomendam que as dietas vegetarianas sejam acompanhadas de ovos ou pelo menos leite, que fornecem a vitamina B12 necessária. Os vegetarianos mais radicais, que recusam qualquer alimento de origem animal, como leite e ovos, devem apelar para suplementos de B12 de farmácia para evitar desnutrição, alertam os médicos.

Vitamina C

O ácido ascórbico combate radicais livres (átomos soltos de oxigênio resultantes de poluição ou do próprio metabolismo; esses átomos soltos desorganizam as células e podem provocar doenças como câncer). Fortalece o sistema imunológico e aumenta a absorção de ferro pelo intestino, melhorando a saúde das células vermelhas. Sua falta causa escorbuto, doença caracterizada por sangramentos e atrofias físicas. Baixos índices dessa vitamina também estão relacionados com alergias (pois a vitamina C diminui os índices de histamina no organismo, o que ajuda no tratamento da asma, resfriados crônicos e outras reações de fundo alérgico).

A falta da vitamina C está relacionada ainda com sangramentos, câncer, problemas no coração, envelhecimento, estresse, fadiga, demora na cicatrização de ferimentos, problemas de fertilidade, infecções crônicas, fraqueza dos ossos e dos dentes, problemas de pele, demora na recuperação de queimaduras.

A vitamina C também protege a visão, pois fortalece a córnea. E, para os viciados em drogas, diminui a síndrome de abstinência. Nossas necessidades diárias de vitamina C não passam de 60 mg.

Essa vitamina está presente em grande quantidade em frutos como caju (os de casca amarela possuem 200 mg em cada 100 g, enquanto os de casca vermelha possuem 35 mg), laranja (45 mg), limão (45 mg), abacaxi (25 mg), goiaba (as brancas possuem 80 mg e as vermelhas, 30 mg), kiwi (265 mg), acerola (3.500 mg), morango (70 mg), mamão (40 mg), melão (29 mg), manga (40 mg), fruta-do-conde (28 mg). Também ocorre nos legumes, como rúcula (151 mg), rabanete (66 mg), mostarda (55 mg), folhas de nabo (66 mg), salsa (180 mg), beterraba (50 mg), salsão (90 mg), couve (108 mg), couve-flor (72 mg), espinafre (15 mg), agrião (44 mg), repolho (40 mg), catalônia (40 mg), alface (15 mg) e fruto do pimentão (140 mg).

Vitamina D

Também chamada calciferol, atua na regulação do cálcio no sangue e nos ossos. Torna os dentes resistentes às cáries. Existe em alguns alimentos, mas é principalmente produzida pela nossa pele, em contato com o sol.

Sua falta causa raquitismo, osteoporose, problemas nos dentes e envelhecimento precoce.

Fontes: óleo de peixe, fígado, gema de ovo.

Vitamina E O tocoferol é u

m tipo de óleo e só está presente nos vegetais. Está ligado à fertilidade e à produção dos hormônios sexuais e à renovação da pele e dos cabelos. Combate o excesso de colesterol e os radicais livres. Previne cistos e câncer de mama e próstata. Retarda o processo de envelhecimento. Acelera a cicatrização Sua falta causa dificuldades visuais, alterações de humor e baixa fertilidade. Fontes: amêndoas oleaginosas (amendoim, avelã, castanha, castanha-do-pará, noz, noz-pecã, noz-macadâmia e outras), no germe de trigo, óleos vegetais (milho, granola, soja, girassol), margarinas e verduras de folhas verde-escuras.

Vitamina K

Existem duas principais formas de vitamina K. A K1 ou liloquinona é fornecida pelos alimentos e absorvida pelo intestino delgado. Como todas as vitaminas solúveis em gordura, necessita da bílis produzida pelo fígado para ser absorvida. Já a vitamina K2, ou menaquinona, é fornecida por bactérias que vivem no nosso intestino grosso, principalmente a Escherichia coli. Ambas são armazenadas no fígado, músculos e pele. Essas vitaminas são usadas pelo organismo muito rapidamente, o que significa que uma semana sem o seu fornecimento já provoca sintomas. É o que ocorre nos casos de utilização de antibióticos, que destroem a flora intestinal. Também ocorre falta de vitamina K nos casos de diarréia, em que as gorduras são eliminadas junto com as vitaminas que se dissolvem nelas. As necessidades diárias dessa vitamina são de 80 mcg para o homem e de 60 mcg para a mulher.

Sua falta pode causar sangramentos internos, calcificação das cartilagens, malformação dos ossos em desenvolvimento e deposição de cálcio nas paredes de veias e artérias. É também vital para os fatores de coagulação do sangue por meio da estimulação do fígado, que produz esses fatores. Fontes: vegetais folhosos como alfafa, couve couve-flor, repolho e rúcula, leite, tomate, arroz integral, ervilha, óleos vegetais, soja, chá verde, aveia, trigo integral, batatas, aspargos, cenouras, milho, carne de vaca e de porco, fígado (principalmente o de porco), gema de ovo, manteiga, queijo, presunto.

BIBLIOGRAFIA

BIAZZI, Eliza, Sucessos da Cozinha Saudável, São Paulo, Editora Tempos, 2004.

CASCUDO, Luís Câmara, História da Alimentação no Brasil, São Paulo, Editora

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GUIAS ESPECIAIS da revista SAÚDE É VITAL, números dedicados a Vitaminas, Chás, Curas Alternativas, São Paulo, Editora Azul, s/d.

SITES

Pesquisas genéricas

WWW.google.com.br

WWW.altavista.com

WWW.wikipedia.com.br

WWW.todafruta.com.br

Culinária brasileira

http://www.tudook.com/receitasbrasileiras/index.html

Receitas com caju

http://www.itaueira.com.br/receitacaju.htm

Pesquisas acadêmicas

WWW.google.academico.com

lattes.cnpq.br

Fonte: http://blogdomarcaogomes.blogspot.com.br/

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Fitoterapia, ou medicação pelas plantas

Fitoterapia, ou medicação pelas plantas, já fora criado, divulgado e transmitido, entre as mais antigas civilizações conhecidas, o hábito de recorrer às virtudes curativas de certos vegetais; pode afirmar-se que se trata de uma das primeiras manifestações do antiquíssimo esforço do homem para compreender e utilizar a Natureza, como réplica a uma das suas mais antigas preocupações: a que é originada pela doença e pelo sofrimento.

É admirável que todas as civilizações, em todos os continentes, tenham desenvolvido, a par da domesticação e da cultura das plantas para fins alimentares, a pesquisa das suas virtudes terapêuticas. Mas é talvez ainda mais admirável que este conjunto de conhecimentos tenha subsistido durante milênios, aprofundando-se e diversificando-se, sem nunca, porém, cair totalmente no esquecimento.

A utilização das propriedades do ópio obtido da dormideira, 4000 anos antes de se conhecer o processo de extração da morfina, é, sob este ponto de vista, bem significativa da perenidade destes conhecimentos, que durante muito tempo permaneceram empíricos e que, desde há alguns séculos, o progresso das ciências modernas tornou mais rigorosos.

Mesmo atualmente, apesar do espectacular desenvolvimento da quimioterapia, a fitoterapia continua a ser muito utilizada, readquirindo até um certo crédito desde que foram divulgadas as conseqüências, por vezes nefastas, do abuso dos compostos químicos.

Para se ter uma visão de conjunto do progresso dos conhecimentos humanos referentes às plantas medicinais, devem distinguir-se três grandes períodos. Durante as Antiguidades Egípcia, Grega e Romana acumulam-se numerosos conhecimentos empíricos que serão transmitidos, especialmente por intermédio dos Árabes, aos herdeiros europeus destas civilizações desaparecidas.

A partir do Renascimento, estes sábios ocidentais aproveitarão utilmente a renovação do espírito científico e o surto das viagens dos Descobrimentos para desenvolver consideravelmente estes conhecimentos adqüiridos e dar início a uma ordenação rigorosa de todos os elementos saídos da experiência do passado.

Finalmente, e sobretudo desde o final do século XVIII, o progresso muito rápido das ciências modernas veio enriquecer e diversificar em proporções extraordinárias os conhecimentos sobre as plantas, os quais atualmente se apoiam em ciências tão variadas como a paleontologia, a geografia, a citologia, a genética, a histologia e a bioquímica.

Em 1873, o egiptólogo alemão Georg Ebers comprou um volumoso rolo de papiro; após ter decifrado a introdução, Ebers foi surpreendido por esta frase: «Aqui começa o livro relativo à preparação dos remédios para todas as partes do corpo humano.» Provou-se que este escrito era o primeiro tratado médico egípcio conhecido. Compunha-se de uma parte relativa ao tratamento das doenças internas e de uma longa e impressionante lista de medicamentos.

Atualmente, pode afirmar-se que, 2000 anos antes do aparecimento dos primeiros médicos gregos, já existia uma medicina egípcia, organizada como conjunto de conhecimentos e de práticas distintas das crenças religiosas. Duas das receitas incluídas no rolo de papiro de Georg Ebers são, efetivamente, consideradas como remontando à 6.ª dinastia, ou seja a cerca de 24 séculos antes do nascimento de Cristo!

Sabe-se hoje que, na época do antigo Império Egípcio, o palácio do faraó mantinha um corpo de médicos, entre os quais se esboçavam já especializações como a odontologia e a oftalmologia. Muito tempo depois, em 450 a. C., Heródoto diria que «no Egipto cada médico só trata de uma doença, pelo que constituem uma legião ...». Aproximadamente na mesma época, o Templo de Edfu desenvolveu uma escola de medicina e mantinha um importante jardim de plantas medicinais.

De entre as plantas mais utilizadas pelos Egípcios, é indispensável citar o zimbro, as coloquíntidas, a romãzeira, a semente do linho, o funcho, o bordo, o cardamomo, os cominhos, o alho, a folha de sene, o lírio e o rícino. Um baixo-relevo proveniente de Akhetaton ostenta uma planta medicinal que posteriormente desempenhou um papel fundamental na farmacopeia da Idade Média: a mandrágora. Os Egípcios conheciam também as propriedades analgésicas da dormideira, utilizada na preparação do «remédio contra as crises anormalmente prolongadas».

Mais notável ainda é o conhecimento progressivamente adquirido das regras de dosagens específicas para cada droga; esta prática ampliou-se ao fabrico e à administração de todos os remédios e pode afirmar-se que nasceu assim a receita médica e a respectiva posologia.

Estes conhecimentos médicos iniciados no antigo Egipto divulgaram-se nomeadamente na Mesopotâmia. Em 1924, o Dr. Reginald Campbell Thompson, do Museu Britânico, conseguiu identificar 250 vegetais, minerais e substâncias diversas cujas virtudes terapêuticas os médicos babilônios haviam utilizado, especialmente a beladona, administrada contra os espasmos, a tosse e a asma; os pergaminhos da Mesopotâmia mencionam o cânhamo indiano, ao qual se reconhecem propriedades analgésicas e que se receita para a bronquite, o reumatismo e a insônia.

Foram sobretudo os Gregos, e mais tarde, por seu intermédio, os Romanos, os herdeiros dos conhecimentos egípcios, desenvolvendo-os até um elevado nível. Aristóteles, espírito universal, estudou história natural e botânica; Hipócrates, freqüentemente considerado «o pai da medicina», reuniu com os seus discípulos a totalidade dos conhecimentos médicos do seu tempo no conjunto de tratados conhecidos pelo nome de Corpus Hippocraticum: para cada enfermidade descreve o remédio vegetal e o tratamento correspondente. Catão, o Antigo, no século II a. C., mencionou no seu tratado De Re Rustica 120 plantas medicinais que cultivava no seu próprio jardim.

No início da era cristã, Dioscórides inventariou no seu tratado De Materia Medica mais de 500 drogas de origem vegetal, mineral ou animal; à semelhança dos seus predecessores, esforçou-se por ter em conta o maravilhoso e separar o racional do irracional. Esta preocupação científica nem sempre foi seguida por Plínio, o Antigo, cuja monumental História Natural contém por vezes descrições de algum modo fantasistas. Finalmente, o grego Galeno, cuja influência foi tão duradoura como a de Hipócrates, ligou o seu nome especialmente ao que ainda se denomina a «escola galênica» ou «farmácia galênica». Efetivamente, distingue-se o emprego das plantas «ao natural», ou seja sob a forma de pós, das «preparações galênicas», em que solventes como o álcool, a água ou o vinagre servem para concentrar os componentes ativos da droga, os quais serão utilizados para preparar ungüentos, emplastros e outras formas galênicas.

O longo período que se seguiu, no Ocidente, à queda do Império Romano, designado universalmente por Idade Média, não foi exatamente uma época caracterizada por rápidos progressos científicos. Os domínios da ciência, da magia e da feitiçaria tendem freqüentemente a confundir-se; drogas como o meimendro-negro, a beladona e a mandrágora serão consideradas como plantas de origem diabólica.

Assim, Joana d'Arc será acusada de ter «atormentado os Ingleses pela força e virtude mágica de uma raiz de mandrágora escondida sob a couraça». Contudo, não é possível acreditar que na Idade Média se perderam completamente os conhecimentos adqüiridos durante os milênios precedentes. Os monges, devido aos seus conhecimentos do latim e do grego, foram os detentores do saber da Antigüidade; grande número de mosteiros vangloriava-se dos seus «jardins dos simples», onde cresciam as plantas utilizadas para o tratamento dos doentes.

Ainda atualmente se conserva a memória de Santa Hildegarda, a «santa curandeira», cujos tratados, conhecidos pelo nome de Physica, além de resumirem os conhecimentos antigos, trazem à luz, pela primeira vez, as virtudes de algumas plantas como a pilosela ou a arnica. No entanto, a medicina da Idade Média foi sobretudo dominada pela Escola de Salerno; os eruditos que ali trabalhavam deram a conhecer, por intermédio de sábios (Avicena, Avenzoar e Ibn-el-Beithar) e dos textos árabes, grande número de obras da medicina grega. Rogério de Salerno, no início do século XII, contribuiu para os consideráveis progressos da medicina do seu tempo.

Foi, no entanto, o Renascimento, com a valorização da experimentação e da observação direta, com o surto das grandes viagens para as Índias e a América, que deu origem a um novo período de progresso no conhecimento das plantas e das suas virtudes. No início do século XVI, o médico suíço Paracelso tentou descobrir a «alma», a «quinta-essência» dos vegetais, de onde irradiam as suas virtudes terapêuticas. Não dispondo, evidentemente, dos meios de análise que mais tarde seriam oferecidos pela técnica moderna, tenta aproximar as virtudes das plantas das suas propriedades morfológicas, da sua forma e cor: é a chamada «teoria dos sinais».

O italiano Pier Andrea Mattioli, seu contemporâneo, comenta a obra de Dioscórides e descobre as propriedades do castanheiro-da-índia e da salsaparrilha-da-europa e descreve 100 novas espécies. Surgem os jardins botânicos: em 1544, Luca Ghini, professor em Bolonha, funda o de Pisa; em 1590, Veneza confia a Cortuso o de Pádua. Olivier de Serres reforma a agricultura francesa no reinado de Henrique IV, criando também, na sua propriedade de Pradel, em Vivarais, um admirável jardim de plantas medicinais, imitado algum tempo depois por Luís XIII, que funda em Paris o Jardim do Rei, predecessor do atual Museu Nacional de História Natural. É também nesta época que têm cátedra em Montpellier todos os grandes botânicos: Mathias de Lobel, Guillaume Rondelet, Charles de l'Écluse, Jean e Gaspard Bauhin, os quais impulsionam os grandes progressos da classificação sistemática dos vegetais, que se tornou cada vez mais indispensável pelo enorme conjunto de conhecimentos adquiridos.

O desenvolvimento das rotas marítimas, abertas a partir do final do século XV, coloca efectivamente a Europa no centro do Mundo; os produtos dos países longínquos abundam e, de entre eles, as plantas até aí desconhecidas, com virtudes por vezes surpreendentes; os conquistadores suportaram eles próprios a experiência das propriedades mortais do curare; a casca de quina é utilizada para fazer baixar a temperatura nas febres palúdicas muito antes de se ter conhecimento de como dela extrair a quinina; a América dá ainda a conhecer as virtudes anestésicas e estimulantes da folha de coca. No encalce dos descobridores prosseguem os exploradores, missionários como o padre Plumier, botânicos como Tournefort, que, em 1792, regressa do Oriente com 1356 plantas então desconhecidas na Europa.

Finalmente, os esforços de classificação culminam em 1735 com a publicação do Systema Naturae, de Lineu. O grande naturalista sueco adota como princípio de distinção e classificação a distribuição dos órgãos sexuais nas flores e as características dos órgãos masculinos, os estames. Para ele, os dois grandes ramos em que se divide o reino vegetal são o das Criptogâmicas, em que os estames e o pistilo são invisíveis a olho nu, e o das Fanerogâmicas, em que estes são visíveis. Dentro destas últimas, por sua vez, estabelecem-se 23 classes, segundo critérios morfológicos. Depois de Lineu, os trabalhos dos irmãos Jussieu, Joseph, Antoine e Bernard, bem como os do seu sobrinho, Antoine Laurent de Jussieu, desenvolveram ulteriormente a botânica descritiva e contribuíram para o aperfeiçoamento da classificação sistemática, sem terem esgotado todas as suas possibilidades.

Se se fizer uma retrospectiva do caminho percorrido desde as primeiras receitas conhecidas da época da 6.ª dinastia egípcia, verificar-se-á que foi uma longa caminhada; contudo, comprovar-se-á que ela sempre se desenvolveu na mesma direção, sem mudanças radicais. O catálogo das plantas medicinais enriqueceu-se, a descrição das características dos simples e a indicação das suas utilizações foram aprofundadas, a classificação das suas espécies foi feita com base científica. Todavia, nessa época continuam a desconhecer-se as leis da sua evolução e, o que é mais importante ainda, a sua estrutura íntima e os princípios que as fazem atuar no tratamento das doenças: sabe-se que têm determinados efeitos e pouco mais.

Esta revolução radical - o aprofundamento dos conhecimentos - vai realizar-se nos dois últimos séculos. O estabelecimento das grandes classificações, pondo em relevo as semelhanças que existem entre as várias espécies, apenas separadas por uma característica distinta, sugeria a idéia de uma evolução.

A paleontologia vegetal, ou estudo das floras antigas mercê dos restos fósseis, contribuiu, no início do século XIX, para numerosos conhecimentos de apoio a esta tese, conduzidos, nomeadamente, por Adolphe Brongniart. No final do século XIX, Gustave Thuret observava o processo da fecundação numa alga, a bodelha. Pouco tempo antes, ao fazer observações na ervilheira, o monge Mendel descobrira as leis das transmissões e das mutações hereditárias; os seus trabalhos foram esquecidos, e as leis que têm o seu nome voltaram a ser descobertas no início do século XX: nascera a genética. Todas estas matérias esboçavam uma história do reino vegetal e das suas espécies, enquanto Alphonse de Candolle e Henri Lecoq lançavam as bases de uma geografia dos vegetais, ou fitogeografia.

A utilização de microscópios desde meados do século XVII proporcionava um melhor conhecimento da complexa estrutura dos vegetais. Porém, os seus progressos, desencadeando um aprofundamento das observações, vão possibilitar, no início do século XIX, a determinação da noção de célula, o elemento fundamental de todos os tecidos, animais ou vegetais; são os primórdios da histologia, ou ciência dos tecidos. A partir de 1800, Lamarck passou a usar uma palavra nova - biologia -, aplicando-a ao estudo dos processos vitais dos reinos animal e vegetal. Nomeadamente os progressos da química, e em especial os da química da matéria viva, ou bioquímica, iriam possibilitar a identificação e isolamento dos componentes ativos das plantas medicinais. Redescobrem-se a dormideira dos Egípcios e a quina dos Incas, mas conhecendo-se agora o segredo da sua ação sobre o corpo humano.

Assim, no começo do século XIX, o químico alemão Sertürner isola a morfina do ópio extraído da dormideira; em 1817, os farmacêuticos Pierre Joseph Pelletier e Joseph Bienaimé Caventou extraem a emetina da raiz da ipeca; em 1818, a estricnina da noz-vómica, e, finalmente, em 1820, a quinina da quina. A partir de então, aprende-se a reconhecer as virtudes terapêuticas de uma planta em função dos compostos químicos que contém, e não das semelhanças que Paracelso julgara ter notado.

Muitos destes compostos podem atualmente ser reproduzidos artificialmente por síntese. Quererá isto dizer que as plantas, ao perderem o seu mistério, perderam também a sua utilidade? Será crível que os esforços do Dr. Cazin, no século XIX, ou do Dr. Leclerc, no século XX, para defender e tornar célebre a fitoterapia, estão condenados ao malogro? Assim não será, por diversos motivos.

Por um lado, determinados compostos químicos descobertos nas plantas e utilizados em medicina não podem, por vezes, ser reproduzidos por síntese; por outro, alguns produtos de síntese só podem ser obtidos por meio de «precursores» vegetais. Assim, por exemplo, as plantas exóticas como o sisal e o inhame fornecem a matéria-prima básica indispensável para fabricar depois, por semi-síntese, algumas hormonas como a cortisona e os seus derivados.

Finalmente, a droga vegetal é um produto vivo, de onde se deve concluir que esta "terapêutica suave" é mais bem tolerada pelo organismo do que as substâncias inteiramente sintéticas. A medicina pelas plantas: um longo percurso que não está ainda próximo do fim ...«Seleções do Reader's Digest»